Caiado promete 'resgatar o Itamaraty' para enfrentar tarifaço dos EUA e afirma: “Sei fazer negociações”

Candidato à Presidência afirmou que pretende ampliar mercados para produtos brasileiros e criticou a condução do governo Lula nas negociações com Trump

25/08/2026 às 16h14
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Foto: Reprodução/Walter Folador - Governo de Goiás
Foto: Reprodução/Walter Folador - Governo de Goiás

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta terça-feira (25/8) que pretende mudar a estratégia brasileira diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos caso seja eleito. Durante o ABDIB Fórum Eleições 2026, em São Paulo, o ex-governador de Goiás disse que pretende “resgatar o Itamaraty” e ampliar os mercados para as exportações brasileiras.

Caiado afirmou que a diplomacia brasileira precisa atuar de maneira técnica e independente, sem funcionar como um “braço de partido político”. O candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por fazer, segundo ele, “provocações” e “ilações” contra Donald Trump durante o período de tensão entre Brasil e Estados Unidos.

“Eu sei cumprir a liturgia do cargo e sei sentar na mesa de negociações. Sei negociar para que o Brasil possa expandir seu mercado. A chancelaria brasileira vai saber sentar na mesa e terá um presidente da República que não vai ficar fazendo provocações nem ilações contra outros presidentes”, declarou.

O presidenciável também defendeu que o Brasil não fique dependente de um único parceiro comercial. A crítica ocorre enquanto Brasília e Washington retomam as negociações sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Após uma conversa entre Lula e Trump na última sexta-feira (21), representantes dos dois governos acertaram a retomada das discussões comerciais.

Caiado ainda citou a situação comercial com a União Europeia ao criticar a atuação do governo brasileiro. “Não é só americano. Em relação à União Europeia, a partir do dia 3 de setembro, que está aí, nós já vamos tomar um bloqueio, não é nem tributação, na exportação de carne, de águas, de leite, de ovos, tudo isso por questões sanitárias que o Ministério da Agricultura não conseguiu atender”, afirmou.

O candidato se apresenta, portanto, como uma alternativa para a condução das relações comerciais e diplomáticas do país, defendendo uma postura baseada em negociação e diversificação de mercados. A proposta ocorre em meio à retomada do diálogo entre Brasil e Estados Unidos, que ainda discutem as sobretaxas aplicadas às exportações brasileiras.

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