Julinho Casares denuncia urgência em mudança da realidade da causa animal em SP e alerta para novas políticas públicas

São 78 denúncias de maus-tratos por dia, o equivalente a mais de três casos a cada hora

18/09/2026 às 09h02
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

Imagine se, a cada 20 minutos, um crime de crueldade contra um animal indefeso fosse denunciado no estado de São Paulo. Infelizmente, isso não é uma projeção hipotética, mas sim a dura e revoltante realidade retratada pelos números. São 78 denúncias de maus-tratos por dia, o equivalente a mais de três casos a cada hora. Enquanto o mundo gira e rotinas seguem, vidas vulneráveis estão sendo abandonadas, agredidas ou privadas do mínimo essencial para sobreviver.

Com mais de 15 anos de dedicação à causa animal, o candidato à deputado estadual por São Paulo, Julinho Casares, levanta um ponto crucial que muitas vezes passa despercebido pela opinião pública: só resgatar não resolve. O resgate é o ato emergencial que salva o indivíduo no momento crítico, mas ele atua na ponta final de um ciclo de violência que já aconteceu. É o equivalente a secar o chão enquanto a torneira continua aberta.

Para mudar esse cenário de forma definitiva, a mudança precisa ser estrutural e antecipada. A proposta central defendida é a necessidade urgente de agir antes que o pior aconteça. Isso significa investir em três pilares fundamentais:

  1. Prevenção: Educação e conscientização nas comunidades para combater a cultura do abandono e da negligência desde a base.

  2. Fiscalização: Rigor e presença do poder público para punir agressores e coibir práticas abusivas antes que elas evoluam para tragédias.

  3. Estrutura: Capacitação e recursos adequados para que os órgãos competentes possam atender e investigar cada uma das dezenas de denúncias diárias com a agilidade que a vida exige.

Não dá mais para normalizar esse cenário. A causa animal clama por políticas públicas eficientes, coragem política e engajamento da sociedade. Proteger quem não tem voz não é apenas um ato de caridade, é um dever ético.

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