Caso Ana Clara: entenda menção de Lula durante debate sobre PM para quem Flávio advogou

Cobrado ao vivo durante o programa, o congressista do PL reagiu argumentando que o exercício do direito de defesa não deve ser transformado em ato criminoso

19/10/2026 às 11h12
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Extra
Compartilhe:
Reprodução: Renato Pizzutto/Band
Reprodução: Renato Pizzutto/Band

O chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), resgatou a trágica perda da garota Ana Clara ao direcionar ataques ao parlamentar Flávio Bolsonaro (PL). O episódio foi abordado pelo candidato à reeleição ao longo do confronto promovido pela TV Band nesse último domingo (18). A criança perdeu a vida em fevereiro de 2021 ao ser atingida por um projétil perdido na localidade de Monan Pequeno, situada na região de Pendotiba, em Niterói. A autoria do disparo é atribuída ao cabo da corporação militar fluminense, Bruno Dias Delarolli. As informações são do Extra.

Recentemente, reportagens da investigação Revelando expuseram que o filho do ex-presidente prestou assistência jurídica como defensor legal do agente de segurança. A partir dessa revelação, o tema virou munição política na estratégia do PT. Cobrado ao vivo durante o programa, o congressista do PL reagiu argumentando que o exercício do direito de defesa não deve ser transformado em ato criminoso.

No começo deste mês, o mandatário já tinha desferido duras críticas ao adversário ressaltando a mesma ocorrência:

"Não podemos permitir que a quadrilha do Banco Master volte a governar esse país, que a quadrilha da Previdência volte. A gente não pode permitir que esse país eleja uma pessoa que sendo senador foi defender um policial que matou uma menina de 5 anos de idade. A quadrilha da família Bolsonaro não pode pensar em voltar a governar. Precisamos ter coragem de dizer que é a luta da seriedade e do homem que tem biografia com a luta daquele que faz a orgia e que não tem caráter", discursou Lula.

O embate transmitido nesse domingo marcou o primeiro duelo frente a frente dos postulantes ao Planalto, ausentes dos debates no estágio inicial da disputa. O embate ocorre em meio a um quadro de extrema paridade numérica apontado pelos levantamentos eleitorais.

Na amostragem mais recente do Datafolha, veiculada na última quinta-feira (15), o representante do PL figura com 47% das preferências, enquanto o petista soma 45%, considerando o limite de oscilação de dois pontos para mais ou para menos.

Simultaneamente, os números apurados pelo instituto Quaest, lançados na quarta-feira (14), apontam o candidato bolsonarista com 46% dos votos contra 44% do atual presidente, mantendo o mesmo intervalo de variação estatística de dois pontos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários