
A deputada estadual Monica Seixas (PSOL) protocolou uma representação no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) pedindo a cassação do mandato de Marcelo Aguiar (PL). A iniciativa ocorreu após o parlamentar ser detido por causa de um disparo de arma de fogo durante uma confusão em uma casa noturna na capital paulista, na madrugada desta segunda-feira (19).
+ Fred Bruno leva tiro no pé após deputado do PL disparar arma em balada
O documento solicita a abertura de um procedimento disciplinar para investigar uma possível quebra de decoro parlamentar. Além do episódio envolvendo a arma, a representação questiona o uso de uma placa oficial da Alesp em um veículo particular que, segundo a denúncia, não pertence à frota da Assembleia.
“São dois fatos graves que precisam ser esclarecidos: o disparo de arma de fogo em uma festa, colocando em risco a segurança das pessoas, e a utilização de uma placa oficial da Assembleia Legislativa em um veículo particular. A condição de deputado não coloca ninguém acima da lei”, afirmou Monica Seixas na representação.
Marcelo Aguiar, de 53 anos, foi levado ao 14º Distrito Policial, em Pinheiros, após o disparo ocorrido durante uma confusão em uma casa noturna no Itaim Bibi, em São Paulo. Segundo relatos de testemunhas publicados pela imprensa, o deputado estaria incomodando frequentadores do estabelecimento antes do desentendimento. A arma disparou após ele cair no chão, conforme as informações divulgadas sobre a ocorrência.
A pistola foi apreendida para perícia. A assessoria do parlamentar afirmou que ele não foi preso e alegou que Aguiar estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam provocado uma reação adversa. Em nota, o deputado declarou que se envolveu em uma discussão e que os fatos serão esclarecidos. Ele prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado.
O caso também envolve a apreensão de um veículo que circulava com uma placa identificada como oficial da Alesp. A suspeita de uso irregular desse material será um dos pontos questionados na representação apresentada por Monica Seixas. O pedido de cassação, porém, ainda depende da tramitação e da análise dos órgãos competentes da Assembleia.