Lula lamenta avanço da direita no RS e diz que estado “não tem o direito” de ser conservador

Durante ato de campanha em Porto Alegre, presidente relembrou a resistência à ditadura militar, criticou Flávio Bolsonaro e anunciou que pretende pedir a abertura de sigilos bancários e telefônicos

19/10/2026 às 19h51 Atualizada em 19/10/2026 às 19h51
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles e Folha de S. Paulo
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Imagem: fotospublicas.com
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou o crescimento da direita no Rio Grande do Sul durante um ato de campanha realizado em Porto Alegre nesta segunda-feira (19). Na reta final da disputa presidencial, o petista afirmou que o estado não deveria ter predominância política da direita e associou sua declaração à trajetória histórica da região.

Durante o discurso, Lula relembrou uma visita feita em 1975, quando, segundo ele, o Rio Grande do Sul era visto como o estado mais progressista do país. O presidente lamentou a mudança no cenário político local e afirmou que a direita ganhou espaço ao longo dos anos.

“Esse estado, pela sua história, pela sua tradição, não pode ter o direito de ser um estado com predominância de direita”, declarou Lula. Na sequência, o presidente destacou a participação do estado na resistência à ditadura militar iniciada em 1964, classificando o Rio Grande do Sul como um símbolo dessa luta.

O evento também foi marcado por críticas ao adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL). Ao comentar o debate realizado pela TV Bandeirantes na noite anterior, Lula afirmou que ficou incomodado com o confronto e chamou o senador de “miliciano desqualificado”. As declarações fazem parte do embate entre os dois candidatos durante a campanha do segundo turno.

Lula também voltou a cobrar a abertura de informações financeiras e telefônicas de Flávio Bolsonaro e de seus familiares. O presidente afirmou que havia assinado uma procuração e que pretendia apresentar o documento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira (20), com o objetivo de solicitar a abertura dos sigilos. Até o pronunciamento, tratava-se de uma medida anunciada pelo petista, não de uma decisão judicial já tomada.

A fala ocorre em meio à intensificação das manifestações dos dois candidatos a poucos dias da votação do segundo turno, marcado para domingo, 25 de outubro. Enquanto Lula tenta mobilizar seus apoiadores e critica o avanço da direita no Sul, a campanha segue marcada por acusações mútuas e disputas em torno da transparência das informações financeiras dos concorrentes.

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