Lobista Roberta Luchsinger acusa campanha de Lula de entregar documentos sem autorização: “É criminoso”

Investigada no caso das fraudes no INSS, empresária afirma que não foi consultada sobre a apresentação de informações pessoais ao TSE e pretende acionar advogados

23/10/2026 às 14h33
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução/Flow Podcast e redes sociais
Fotos: Reprodução/Flow Podcast e redes sociais

Roberta Luchsinger, empresária investigada no caso das fraudes no INSS e conhecida por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acusou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de utilizar documentos pessoais protegidos por segredo de Justiça sem sua autorização. A manifestação foi publicada nas redes sociais nesta sexta-feira (23), em meio à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) sobre a abertura de sigilos.

A reação ocorreu após o ministro Guilherme Boulos aparecer em um vídeo apresentando documentos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ao comentar o episódio, Roberta afirmou que não havia autorizado o uso de informações vinculadas ao inquérito no qual é investigada e questionou como os documentos teriam chegado às mãos da campanha petista.

“Eu não autorizei que nenhum sigilo meu, que está inclusive dentro dos inquéritos sob segredo de Justiça, fosse enviado para lado nenhum. Aliás, ninguém me consultou”, declarou a empresária. Em seguida, ela classificou o episódio como “criminoso” e afirmou que pretende buscar esclarecimentos sobre a origem e a utilização dos dados.

Roberta também anunciou que se reunirá com advogados para avaliar medidas junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal. A empresária quer apurar quem teria autorizado a utilização das informações e se documentos protegidos pelo sigilo judicial foram efetivamente retirados do inquérito para serem apresentados à Justiça Eleitoral.

O episódio ocorre após Lula e Flávio anunciarem que autorizariam a divulgação de seus próprios dados bancários, fiscais e telefônicos, em uma disputa política que se intensificou na reta final da campanha presidencial. A discussão também passou a envolver informações de pessoas e entidades relacionadas aos candidatos. A campanha petista entregou documentos ao TSE e pediu que o ministro André Mendonça atuasse para assegurar a divulgação simultânea e a integridade dos dados.

Até o momento, porém, não há confirmação independente de que os documentos apresentados pela campanha de Lula tenham sido retirados de um inquérito sigiloso ou de que a utilização do material tenha ocorrido de forma ilegal. A acusação de Roberta ainda precisa ser esclarecida pelas partes envolvidas e, caso sejam apresentadas medidas formais, pelas autoridades competentes.

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