TSE acata pedido de mulher e determina que propaganda de Lula esconda sua imagem de campanha contra Flávio

Tribunal acolheu parcialmente pedido de Val Meliga, que alegou ter sido prejudicada pela utilização de sua fotografia no horário eleitoral gratuito

23/10/2026 às 16h22
Por: Mateus Pereira Fonte: TSE
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Imagem: fotospublicas.com
Imagem: fotospublicas.com

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a imagem de Valdenice de Oliveira Meliga, conhecida como Val Meliga, seja desfocada em uma propaganda eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o próprio portal do TSE, a decisão foi tomada na quinta-feira (22), após a mulher questionar a utilização de uma fotografia sua em uma peça que fazia críticas ao adversário do presidente, Flávio Bolsonaro (PL).

A controvérsia envolve um trecho da propaganda em que aparecia a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante”. A imagem de Val Meliga era exibida ao lado de outras pessoas durante a mensagem. Ela argumentou à Justiça Eleitoral que a associação poderia levar o público a interpretar que estava sendo incluída nas acusações apresentadas contra o candidato adversário.

O pedido foi analisado pelo plenário do TSE, que acolheu parcialmente a solicitação. A decisão estabeleceu que a fotografia fosse desfocada para impedir a identificação da autora na propaganda questionada.

Durante o julgamento, os ministros também discutiram a possibilidade de pessoas que não são candidatas nem integram partidos ou coligações recorrerem à Justiça Eleitoral quando consideram que foram prejudicadas por conteúdos do horário eleitoral gratuito. O colegiado admitiu a análise do pedido e determinou a medida relacionada à imagem.

A discussão, porém, não representa uma decisão geral sobre a legalidade de todas as críticas feitas na propaganda. O julgamento tratou especificamente da exposição da fotografia e da possibilidade de identificação de Val Meliga no contexto da mensagem eleitoral.

A decisão foi divulgada na reta final da campanha presidencial, dois dias antes do segundo turno, marcado para domingo (25). O caso acrescenta mais um episódio à série de disputas judiciais envolvendo peças de propaganda dos dois candidatos.

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