Delegada Maria Corsato é denunciada pela própria irmã após encontrar mais de R$ 1 milhão em puff

Segundo o registro policial, a irmã teve o puff entregue em suas mãos por Corsato no dia 30 de setembro, exatos quatro dias antes da etapa inicial do pleito de 2026

25/10/2026 às 18h20
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Redes Sociais
Reprodução: Redes Sociais

A autoridade policial Maria Corsato, lotada na 27ª DP de Campo Belo (MG), tornou-se objeto de apuração no órgão corregedor da Polícia Civil paulista. O estopim foi a denúncia formalizada por sua própria irmã, que encontrou uma quantia superior a R$ 1 milhão em espécie dentro de um puff repassado pela antiga postulante ao Legislativo paulista. Além das cédulas nacionais, a encomenda abrigava divisas norte-americanas e europeias, somadas a manuscritos diversos. O conjunto foi recolhido por agentes da PM no decorrer do último sábado (24).

Segundo o registro policial, a irmã teve o puff entregue em suas mãos por Corsato no dia 30 de setembro, exatos quatro dias antes da etapa inicial do pleito de 2026. Durante a entrega, a delegada teria afirmado que estaria “sendo procurada devido a uma suposta ordem de busca e apreensão”. A revelação dos valores ocorreu no instante em que a mulher rasgou o tecido do puff, deparando-se com as notas e o acervo documental. Em razão do achado, requisitou o apoio da Polícia Militar para o recolhimento do material.

A mobília continha R$ 1,246 milhão de reais, US$ 120 mil (o que perfaz aproximadamente R$ 595 mil no câmbio deste domingo, 25) e quantia superior a 12 mil euros (estimada em no mínimo R$ 59,5 mil), além de 15 registros em papel. Policiais compareceram à moradia da investigada, contudo o funcionário da portaria apontou que ela estava ausente.

Reunindo uma audiência que ultrapassa 360 mil adeptos em perfis virtuais, Maria Corsato divulga materiais com foco em repressão ao crime, fenômeno da narcocultura, plataformas de apostas online e proteção cibernética.

Na disputa eleitoral deste ano, ela concorreu a uma cadeira de deputada estadual na chapa do União Brasil, obtendo a condição de suplente. Conforme o inventário submetido à Justiça Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado soma R$ 2,8 milhões. A lista de bens inclui uma propriedade residencial no Guarujá (R$ 600 mil) e quatro unidades imobiliárias em Santo André (cotadas em R$ 700 mil, R$ 500 mil, R$ 300 mil e R$ 200 mil), além de R$ 500 mil alocados em investimentos bancários.

Por meio de comunicado oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) salientou que a Corregedoria-Geral da instituição policial instaurou procedimentos investigativos no intuito de rastrear a procedência da quantia apreendida e checar eventuais ilícitos penais e disciplinares da delegada. A pasta confirmou que a PM atendeu ao chamado da parente da servidora após a comunicação da existência dos valores no assento.

“Os valores e as anotações encontrados foram apreendidos, e o dinheiro será encaminhado para depósito judicial. A apuração inclui a oitiva da denunciante e a realização das perícias cabíveis. Até o registro da ocorrência, a delegada não havia sido localizada para prestar esclarecimentos”, informou a SSP. A tipificação abrange ocultação/lavagem de capitais, infrações administrativas e recolhimento de patrimônio. A investigação em curso almeja esclarecer a proveniência do montante e as motivações para a sua ocultação na mobília.

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