A vantagem de Flávio Bolsonaro nas pesquisas sob pressão

No intervalo de 13 a 19 de outubro, esse indicador recuou para 50,9%. Já na etapa final, de 20 a 24 de outubro, o índice fixou-se em 51,0%

25/10/2026 às 18h37
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: JOTA
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Reprodução: Wagner Meier/Getty Images
Reprodução: Wagner Meier/Getty Images

Um total de 22 empresas de amostragem conduziram levantamentos nacionais sobre a disputa do segundo turno entre o chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o parlamentar Flávio Bolsonaro (PL), com dados coletados entre os dias 7 e 24 de outubro. No somatório, foram divulgados 60 estudos de opinião pública. Nas sondagens finalizadas até 12 de outubro, o representante do PL registrava uma média de 52,1% da preferência válida. No intervalo de 13 a 19 de outubro, esse indicador recuou para 50,9%. Já na etapa final, de 20 a 24 de outubro, o índice fixou-se em 51,0%. As informações são de Daniel Marcelino, do portal JOTA.

Essa redução na margem do opositor esteve concentrada nos primeiros sete dias pós-primeiro turno, sem prosseguimento na fase seguinte. Nove casas de pesquisa aplicaram questionários tanto na semana inicial quanto na derradeira. Em oito delas, a margem de Flávio encolheu. Os declínios mais expressivos ocorreram nos levantamentos do Gerp (queda de 5,1 pontos percentuais), Ipespe (-4,3 pontos) e AtlasIntel (-4,1 pontos). Institutos como Datafolha, Futura, DataTrends, PoderData e Nexus observaram retrações que variaram entre 1,9 e 3,2 pontos. Somente na Vox Brasil a distância permaneceu praticamente inalterada. Na métrica consolidada dessas nove empresas, a folga do senador encolheu 2,8 pontos percentuais.

A Veritá, que assinou a maior sequência de levantamentos do ciclo (com cerca de 15 mil entrevistas por rodada), começou suas divulgações apenas no segundo período. Todavia, seus dados caminharam no sentido oposto à inclinação geral: o candidato do PL subiu de 51,0% dos votos válidos (no estudo de 12 a 16 de outubro) para 51,6% (na amostragem de 19 a 23 de outubro).

Nos últimos dias antes do pleito, 19 entidades publicaram análises. No relatório final de cada uma, o congressista figura na liderança em 17 oportunidades, ao passo que o atual presidente encabeça a lista em duas (Vox Brasil e Colectta). O valor médio desses 19 levantamentos aponta 51% das intenções válidas para Flávio. Dentre as consultas que mostram o senador à frente, a margem mais estreita foi apurada pela Futura, veiculada na véspera (24/10): 50,1% frente a 49,9% do petista, uma distância mínima de 0,2 ponto.

O modelo consolidado do JOTA pondera a dimensão amostral, o período de coleta e os desvios históricos de cada instituto. Para esta data (25/10), o cálculo prevê 49,0% das intenções totais para Flávio e 47,3% para Lula, com brancos e nulos registrando 3,8%. Em termos de votos válidos, o cenário estimado traduz-se em 50,9% para o parlamentar e 49,1% para o presidente, uma distância de 1,6 ponto percentual.

Contudo, a dianteira em números não equivale a um triunfo consolidado. Ao incorporar a margem de erro histórica dos estudos, a ferramenta projeta, com 80% de probabilidade, que Flávio flutuará entre 49,4% e 52,3% dos votos válidos, enquanto Lula ficará entre 47,7% e 50,6%. Mesmo nessa faixa de maior convergência, o desempenho do candidato do PL pode fechar abaixo do patamar de 50% indispensável para a vitória.

A variação do saldo entre os concorrentes oscila de 1,3 ponto a favor do petista a 4,6 pontos favoráveis ao senador. Nas projeções computadorizadas, Flávio prevalece em 76% das hipóteses. Assim, o quadro estatístico desenha uma corrida na qual a primazia nas sondagens convive com um grau de imprevisibilidade que impede dar o pleito por resolvido.

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