Ativista pede revisão em processo antes de julgamento final de Neymar Jr.

Agripino acusou ainda a defensora que atua em favor do atleta de intencionalmente procrastinar a marcha processual e faltar com a verdade perante o magistrado

28/10/2026 às 09h59 Atualizada em 28/10/2026 às 09h59
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Reprodução: Ricardo Moreira/Getty Images
Reprodução: Ricardo Moreira/Getty Images

As apurações trazidas pela coluna Fábia Oliveira revelam que o litígio movido contra o astro do futebol, Neymar Jr., iniciado em 2021, aproxima-se de seu desfecho com atualizações relevantes nos autos. Na origem da disputa, o militante Agripino Magalhães imputou ao companheiro de Bruna Biancardi o planejamento de um assalto à mão armada contra sua pessoa, desdobramento que teria ocorrido após o ativista formalizar uma sequência de acusações contra o jogador.

Um despacho exarado em setembro autorizou que os polos do processo encaminhassem suas Alegações Finais, uma etapa que assinala a derradeira oportunidade de sustentação das partes antes de o magistrado proferir o julgamento de mérito.

Na terça-feira (27), o requerente Agripino Magalhães formalizou sua peça processual derradeira. No documento, alegou ter sido prejudicado pela negação prévia do juízo em relação aos seus pedidos de diligências probatórias. Diante disso, solicitou a suspensão da prolação da sentença neste instante, pleiteando a reapreciação e o deferimento da coleta das provas solicitadas.

O autor argumentou que a manutenção da negativa incorrerá em cerceamento de defesa e “infringirá a legislação pacífica do Supremo Tribunal Federal”.

Pedidos de Condenação e Notícia-Crime

Subsidiariamente, o ativista requisitou que, caso a reabertura da fase probatória seja negada, o julgador acolha integralmente os pedidos da exordial, condenando tanto o atacante quanto o jurista Davi de Costa Paiva Tangerino, que figura como co-réu na demanda.

Agripino acusou ainda a defensora que atua em favor do atleta de intencionalmente procrastinar a marcha processual e faltar com a verdade perante o magistrado, demandando a remessa de peças para abertura de apuração penal contra a profissional.

No âmbito financeiro, o montante pretendido por Magalhães engloba o ressarcimento por danos materiais fixado em R$ 42 mil, somado à reparação por danos morais orçada em R$ 1 milhão.

A Manifestação dos Réus

Por sua vez, as defesas de Neymar e de Davi Tangerino juntaram suas alegações derradeiras nos dias 13 e 21 de outubro. Ambos ostentaram teses alinhadas ao pleitear a improcedência cabal dos pedidos, argumentando conjuntamente que o autor falhou em demonstrar qualquer nexo causal ou participação dos acionados nos episódios de ameaça, na subtração de seu aparelho telefônico ou nos alegados prejuízos de ordem patrimonial e extrapatrimonial.

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