
O clássico “Show de Calouros”, sucesso absoluto durante décadas sob o comando de Silvio Santos, tem agitado o ínicio das noites de domingo no SBT. Agora, sob a batuta carismática de Patrícia Abravanel, o quadro revive o melhor do entretenimento raiz, com performances inusitadas, talentos surpreendentes e, claro, a opinião afiada dos jurados — que também são parte fundamental do espetáculo.
A nova fase do “Show de Calouros” não é apenas uma homenagem ao passado, mas uma reinvenção que mantém viva a essência irreverente do programa original. A condução firme e ao mesmo tempo afetuosa de Patrícia tem sido apontada como um dos grandes acertos dessa retomada, conquistando antigos e novos públicos. A direção do quadro, a cargo de Jefferson Cândido, garante um ritmo envolvente e visualmente impecável.

Entre os jurados que compõem o atual painel, um dos destaques é Felipeh Campos, jornalista e apresentador, conhecido pelo olhar criterioso e pela personalidade marcante. Em conversa com o nosso Portal, ele fala sobre o significado do quadro, sua postura diante dos calouros, inspirações e momentos inesquecíveis no palco.
Confira abaixo a entrevista na íntegra:
- Como surgiu o convite para compor o time de jurados e o que quadro representa para você e para televisão brasileira?
Felipeh Campos: A televisão estava ficando chata, capenga e carente daqueles programas raiz que sempre gostamos de assistir. Quando o SBT decidiu resgatar o tradicional “Show de Calouros” e me convidou para integrar o corpo de jurados, fiquei profundamente lisonjeado. Trata-se de um quadro clássico, que resgata o verdadeiro entretenimento, unindo espetáculo, talento e um júri que é, por si só, um show à parte. A Patrícia Abravanel tem conduzido tudo com maestria e um profissionalismo admirável. Ela merece todo o reconhecimento que vem recebendo do público. E a direção do quadro, sob os cuidados de Jefferson Cândido, é simplesmente primorosa.
- No quadro você apresenta uma postura muito firme diante os números apresentados. Você se considera criterioso?
Felipeh Campos: Quando estou julgando as atrações, não me apego a gênero, raça ou qualquer outra condição. No palco, avalio exclusivamente o número e o artista. O “Programa Silvio Santos” é uma verdadeira fábrica de sonhos e ilusões, e os calouros precisam entender que tudo conta: maquiagem, figurino, cabelo e, claro, a apresentação. Gosto de ser surpreendido. E para levar os 300 reais sob o meu julgamento, o número precisa ir muito bem — caso contrário, não leva.
- O 'Show de Calouros' marcou época na televisão brasileira e, além de Silvio Santos, os jurados sempre foram um espetáculo à parte. Você se inspira em algum nome da antiga formação do júri?
Felipeh Campos: Não! O “Show de Calouros” é um quadro que atravessou gerações, e cada época teve jurados que brilharam com seus estilos e talentos únicos. Araci de Almeida, Elke Maravilha, Ilza Carla, Décio Piccinini, Pedro de Lara, entre tantos outros, marcaram história. Eu prefiro não me prender a nenhum perfil específico para não correr o risco de me tornar uma caricatura mal feita do passado.
- Para finalizar gostaríamos de saber qual o número que mais te surpreendeu até hoje?
Felipeh Campos: Nós, jurados, só descobrimos as atrações quando elas entram no palco — justamente para preservar o impacto e a autenticidade do julgamento. Já são quase dois anos de júri, e cada número é avaliado com o respeito que merece. Alguns me surpreenderam muito… Já foram tantos! Mas impossível esquecer o homem que chorava leite. Eu realmente não esperava ver leite jorrando dos olhos dele! (risos) Foi engraçado, inesperado e até aflitivo. Valeu o show!
