Brasileiros dividem opiniões sobre retaliação à tarifa de 50% dos EUA, de acordo com pesquisa

Quase metade dos brasileiros apoia retaliação comercial ao aumento tarifário dos Estados Unidos

12/08/2025 às 12h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - Reproduçã: Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil
Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - Reproduçã: Reuter/Yuri Gripas e Marcelo Camargo/Agência Brasil

Um levantamento do instituto Ipsos-Ipec, divulgado nesta terça-feira (12/8), revela que a população brasileira está dividida sobre como reagir ao aumento de 50% nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. Para 49% dos entrevistados, a melhor saída seria aplicar taxas equivalentes contra mercadorias americanas. Em contrapartida, 43% rejeitam a adoção de uma retaliação proporcional.

A pesquisa foi realizada entre 1º e 5 de agosto, dias antes da nova tarifa começar a valer, e ouviu 2 mil pessoas em 132 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Quem defende a retaliação?
Entre os que apoiam a aplicação de tarifas elevadas aos produtos dos EUA, predominam eleitores do presidente Lula (61%) e jovens de 16 a 24 anos (55%).

Quem se opõe à medida?
Já entre os contrários à retaliação, a maioria é formada por eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (56%), moradores da região Sul (52%), pessoas residentes em áreas periféricas (52%) e evangélicos (50%).

Razão política ou comercial?
Segundo 75% dos participantes, a cobrança extra por parte dos Estados Unidos está mais ligada a questões políticas do que a interesses comerciais. Para 12%, trata-se de um assunto puramente econômico, enquanto 5% acreditam que há um pouco dos dois fatores. Outros 8% não souberam opinar.

Percepção sobre os Estados Unidos
Antes do aumento, 48% dos entrevistados diziam ter uma visão positiva do país norte-americano. Após a medida, 38% afirmaram que a percepção piorou. Apenas 6% relataram melhora na imagem.

Buscar novos aliados
O estudo aponta ainda que 68% acreditam ser necessário diversificar as parcerias comerciais, investindo em acordos com outras nações, como China e União Europeia, para reduzir os efeitos da taxa americana.

Risco de isolamento
Para 60% dos ouvidos, o embate comercial com os Estados Unidos pode deixar o Brasil mais isolado no cenário internacional. Já 32% não veem essa possibilidade.

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