Lula anuncia plano de R$ 30 bilhões contra tarifaço de Trump e avisa: “Vamos continuar teimando”

Ao lado de aliados, presidente do Brasil mantém postura em busca de negociações com os EUA e “passa a bola” para o Congresso Nacional; entenda

13/08/2025 às 14h09
Por: Mateus Pereira
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
Foto: Ricardo Stuckert | PR

O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), um plano de contingência de ao menos R$ 30 bilhões para proteger empresas nacionais afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida foi apresentada uma semana após a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras e inclui incentivos para micro, pequenas e grandes empresas.

Ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a decisão agora está nas mãos do Congresso Nacional. “A bola agora é com vocês”, disse. Lula descartou retaliar Washington e defendeu a via diplomática:

Vamos continuar teimando em negociação. Não queremos conflito. Agora, o que precisamos exigir é que a nossa soberania é intocável.

O presidente também repudiou as justificativas para a sanção norte-americana. “O Brasil não tinha nenhuma razão para ser taxado e tampouco aceitaremos qualquer pecha de que desrespeitamos direitos humanos. O que estamos fazendo é o que é feito em países democráticos: julgando alguém com base em provas e depoimentos de testemunhas, com total presunção e inocência. Coisa que eu não tive”, declarou.

Coordenando a resposta brasileira, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou a ampliação do programa Reintegra, que devolve tarifas às empresas exportadoras. Micro e pequenas empresas receberão 6% do valor exportado, enquanto as maiores terão retorno de 3%.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura dos Estados Unidos: “Estamos em uma situação inusitada. O Brasil está sendo sancionado por ser mais democrático. É uma situação muito incomum. Está sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político e econômico”.

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