
O governo federal anunciou, nesta quarta-feira (13), um plano de contingência de ao menos R$ 30 bilhões para proteger empresas nacionais afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida foi apresentada uma semana após a entrada em vigor da tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras e inclui incentivos para micro, pequenas e grandes empresas.
Ao lado dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que a decisão agora está nas mãos do Congresso Nacional. “A bola agora é com vocês”, disse. Lula descartou retaliar Washington e defendeu a via diplomática:
Vamos continuar teimando em negociação. Não queremos conflito. Agora, o que precisamos exigir é que a nossa soberania é intocável.
O presidente também repudiou as justificativas para a sanção norte-americana. “O Brasil não tinha nenhuma razão para ser taxado e tampouco aceitaremos qualquer pecha de que desrespeitamos direitos humanos. O que estamos fazendo é o que é feito em países democráticos: julgando alguém com base em provas e depoimentos de testemunhas, com total presunção e inocência. Coisa que eu não tive”, declarou.
Coordenando a resposta brasileira, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) anunciou a ampliação do programa Reintegra, que devolve tarifas às empresas exportadoras. Micro e pequenas empresas receberão 6% do valor exportado, enquanto as maiores terão retorno de 3%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, criticou a postura dos Estados Unidos: “Estamos em uma situação inusitada. O Brasil está sendo sancionado por ser mais democrático. É uma situação muito incomum. Está sujeito a uma retaliação injustificável do ponto de vista político e econômico”.
Amanhã anunciaremos medidas para a proteção das empresas e trabalhadores afetados pela taxação das exportações aos Estados Unidos.
— Lula (@LulaOficial) August 13, 2025
Vamos seguir firmes na defesa dos interesses do Brasil.#EntrevistaBandNews
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