
O empresário Renê da Silva Nogueira Junior, de 47 anos, suspeito de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44, durante uma discussão de trânsito em Belo Horizonte, foi transferido nesta quarta-feira (13) para o Presídio de Caeté, na Região Metropolitana.
A prisão dele foi convertida em preventiva após audiência de custódia. Na unidade, Renê divide espaço com Matteos França, de 32 anos, acusado de assassinar a própria mãe, uma professora, em 20 de julho. Matteos, ex-servidor comissionado do governo de Minas, confessou o crime alegando dívidas de empréstimos feitos para sustentar vício em apostas. Para despistar a polícia, ele chegou a simular violência sexual contra a vítima.
O crime ocorreu na casa da professora. Depois de ser assassinada, o corpo foi colocado no porta-malas do próprio carro e levado até o viaduto onde acabou sendo encontrado. Antes de chegar à unidade prisional atual, Matteos cumpria pena em outro presídio, mas foi transferido após receber ameaças de morte de outros detentos.
Segundo a investigação, na manhã de segunda-feira (11) Renê exigiu passagem para seu carro elétrico enquanto um caminhão de coleta trabalhava no bairro Vista Alegre. Após discussão com a motorista, ele desceu armado, ameaçou os trabalhadores e atirou contra Laudemir, atingindo a região da costela.
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A vítima foi socorrida, mas não resistiu à hemorragia interna provocada pelo disparo. Assista abaixo o vídeo do crime supostamente cometido por Renê (ATENÇÃO: IMAGENS FORTES).
âž¡ï¸Â Vídeo mostra agonia de gari ferido após ser baleado por empresário
— Metrópoles (@Metropoles) August 13, 2025
O gari Laudemir de Souza Fernandes aparece correndo com as mãos na barriga, enquanto um colega de trabalho tenta ajudá-lo após o disparo
Leia na coluna Na Mira, de @carloscarone78: https://t.co/Dlm2gAiiEG pic.twitter.com/9lcdquPVGR
Renê foi localizado horas depois em uma academia de luxo no bairro Estoril, durante operação conjunta das polícias Civil e Militar. No depoimento, negou estar no local do crime e apresentou horários “picados” sobre suas atividades no dia. Disse que, além de ir ao trabalho em Betim, voltou para casa, passeou com os cachorros e foi treinar.
A Polícia Civil apura se a arma usada no homicídio pertence à esposa dele, a delegada Ana Paula Balbino.