Bolsonaro não comparece ao julgamento no STF novamente e defesa alega: “Saúde debilitada”

Nesta terça (9), ocorre o primeiro dia de votação da Primeira Turma pela condenação ou absolvição dos envolvidos no chamado ‘núcleo crucial'

09/09/2025 às 10h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Jair Bolsonaro - Reprodução: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO
Jair Bolsonaro - Reprodução: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

Jair Bolsonaro (PL) não comparecerá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (9) para presenciar o início da deliberação dos ministros no julgamento da trama golpista. Em declarações à imprensa, o advogado, Paulo Cunha Bueno, justificou a ausência do ex-presidente, alegando que sua condição de saúde não permite o deslocamento.

"Bolsonaro não virá, pois não há recomendação médica para tal", declarou Bueno. O defensor acrescentou ter se encontrado com o antigo líder do Executivo na semana passada e que ele se encontrava com a "saúde fragilizada". "Ele possui uma limitação médica que o impede de vir", explicou.

Em relação ao processo em si, Bueno manifestou que, se o "procedimento for analisado com base estritamente em elementos jurídicos", Bolsonaro será inocentado. "Caso haja interferências de outras variáveis, aí não podemos prever", ponderou o advogado.

Nesta terça-feira (9), inicia-se a votação na Primeira Turma do STF para decidir sobre a culpa ou inocência dos envolvidos no que se denomina 'círculo central' do plano de sublevação. O ministro Alexandre de Moraes será o primeiro a expor seu parecer, por ser o relator do caso.

Além de Jair Bolsonaro, respondem a este processo em seu círculo central:

  • o ex-titular da Defesa e da Casa Civil, Walter Braga Netto;

  • o ex-ajudante de ordens Mauro Cid;

  • o almirante de esquadra que dirigiu a Marinha, Almir Garnier;

  • o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres;

  • o ex-titular do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno;

  • e o general e ex-comandante da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira.

Após a apresentação do voto de Moraes, os demais ministros se manifestarão na seguinte sequência: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin (presidente da Turma).

Em seu parecer conclusivo, emitido em julho, a Procuradoria-Geral da República solicitou a condenação dos acusados pelos seguintes delitos:

  • Formação de quadrilha armada – sanção de 3 a 8 anos de reclusão, podendo alcançar 17 anos em caso de emprego de arma de fogo ou envolvimento de agente público;

  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito – pena de 4 a 8 anos de encarceramento;

  • Golpe de Estado – reclusão de 4 a 12 anos;

  • Dano qualificado por violência ou grave ameaça – sanção de seis meses a 3 anos de detenção;

  • Degradação de patrimônio tombado – pena de 1 a 3 anos de reclusão.

A soma das penas máximas pode atingir 43 anos.

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