
A pergunta que parou o Brasil em 1988 voltou a ecoar em 2025: quem matou Odete Roitman? A nova versão de Vale Tudo, escrita por Manuela Dias, reacende o mistério que marcou gerações, mas traz uma leitura mais moderna e polêmica sobre a icônica vilã da TV brasileira. Na noite de segunda-feira (6), Odete Roitman, agora interpretada por Débora Bloch, foi assassinada com um tiro no luxuoso quarto de hotel onde morava, com vista para a Praia de Copacabana. O autor do crime permanece desconhecido e só será revelado no último capítulo.
🚨 ODETE ROITMAN LEVOU UM TIRO! 🚨
— TV Globo 📺 (@tvglobo) October 7, 2025
Quem MATOU ela??? 😱 #ValeTudo pic.twitter.com/fjdjn9yj2L
No remake, Odete continua sendo uma mulher poderosa e elitista, mas ganha traços mais humanos e ambíguos. Viúva e cercada por interesses, ela se mostra menos cruel e mais vulnerável, sem perder o charme da ironia que consagrou a personagem. Interpretada com maestria por Débora Bloch, a nova Odete Roitman surge como uma vilã de outro tempo refinada na aparência, cortante nas palavras e irresistivelmente humana. Em cena, ela mistura charme e crueldade na medida exata, exibindo uma ironia sutil que conquista o público mesmo nos momentos mais impiedosos.
Com essa nova roupagem, Odete mantém o magnetismo da figura original, mas agora carrega camadas de contradição e vulnerabilidade que a tornam ainda mais intrigante. Seu desfecho repentino incendiou as redes sociais e trouxe de volta o velho ritual coletivo das novelas: debates acalorados, teorias improváveis e uma avalanche de memes a prova de que a boa teledramaturgia continua viva no imaginário popular.
Odete Roitman parece Itaperunense quando volta pra Itaperuna: pic.twitter.com/GcJzNd1Cfa
— ITAPÊ MEMES • memes de Itaperuna (@ITAPEMEMES) April 30, 2025
Desta vez, a personagem mantém relacionamentos com homens mais jovens, entre eles César Ribeiro (Cauã Reymond), um dos principais suspeitos de seu assassinato. Casado com Odete e envolvido com o parceiro Olavinho, César passa a ser visto como alguém com motivos financeiros e emocionais para o crime.
A lista de suspeitos inclui ainda Marco Aurélio (Alexandre Nero), Maria de Fátima (Bella Campos), Celina (Malu Galli) e Heleninha (Paolla Oliveira).
Nos capítulos mais recentes, Manuela Dias surpreendeu o público ao transformar Odete em uma assassina em série, capaz de eliminar rivais e mandar matar quem a contrariasse. A virada dividiu opiniões: alguns fãs elogiaram a ousadia, enquanto outros criticaram a descaracterização da figura clássica criada por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères.
Na versão original, Odete era símbolo do poder e da hipocrisia da elite brasileira, mas nunca uma criminosa direta. Seu assassinato foi um acidente, resultado do ciúme e da confusão de Leila, interpretada por Cássia Kis, que acreditava estar atirando em outra pessoa.
Quase quatro décadas depois, o mistério volta a provocar debates, teorias e nostalgia. Mas a grande questão vai além de descobrir quem matou Odete Roitman é entender por que insistimos em reviver o que já era perfeito.
A versão de 1988, estrelada por Beatriz Segall, segue como um marco inigualável da TV brasileira. Já a releitura de 2025 busca dialogar com um público diferente, em tempos de redes sociais e discussões instantâneas.
Se o remake conseguirá repetir o fenômeno, ainda é cedo para saber. O que é certo é que a morte de Odete Roitman continua sendo o crime mais famoso da teledramaturgia nacional e, mais uma vez, o Brasil quer descobrir quem puxou o gatilho.