Governo tem maioria e CPMI do INSS rejeita convocação do irmão de Lula. O que há por trás dessa decisão?

Base governista impede depoimento do irmão de Lula na CPMI do INSS, levantando suspeitas de blindagem política em meio a investigações sobre descontos irregulares em benefícios previdenciários.

16/10/2025 às 16h03 Atualizada em 16/10/2025 às 17h11
Por: Redação
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Frei Chico. Reprodução/96fm
Frei Chico. Reprodução/96fm

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no INSS rejeitou nesta quinta-feira (16) a convocação de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido, que havia sido incluído na pauta pela oposição, foi derrubado por 19 votos a 11.

O movimento do Governo para barrar o depoimento do irmão do presidente é interpretado pela oposição como uma tentativa de blindagem política. Frei Chico é vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), uma das associações na mira da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) por suspeita de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

Embora Frei Chico não esteja entre os investigados, a oposição argumentava que a presença do dirigente era crucial para esclarecer o funcionamento interno da entidade, cujos repasses do INSS cresceram significativamente. Os parlamentares aliados ao governo, por sua vez, defenderam que a convocação era uma manobra política para desgastar o presidente Lula e que o cargo de Frei Chico no sindicato é meramente "simbólico", sem papel administrativo nas supostas irregularidades.

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