Com facão na mão, ministro de Maduro desafia Trump e os EUA: “Não vale pedir tempo”

Ministro da Justiça da Venezuela empunhou facão em cerimônia e convocou civis e milícias a enfrentar interferências dos EUA

17/10/2025 às 14h59
Por: Mateus Pereira
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Foto: Instagram | @dcabellor
Foto: Instagram | @dcabellor

O ministro da Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, respondeu com um discurso beligerante às ações dos Estados Unidos que, segundo a Casa Branca e Donald Trump, autorizam operações da CIA no território venezuelano. Em evento militar realizado em Carayaca, estado de La Guaira, nesta quinta-feira (16), Cabello apareceu segurando um facão e prometeu combater a ameaça “com as armas do povo”, inclusive “até com os dentes”, se necessário.

No pronunciamento, o ministro disse que quem tentar intervir no país “vai enfrentar um camponês com um facão” ou “um fuzil da pátria em qualquer esquina”, afirmando que as armas da nação e as armas do povo estão prontas para “cuidar da pátria, de qualquer inimigo, venha de onde vier”.

O discurso ocorre após uma escalada das operações navais americanas no Caribe contra embarcações apontadas pelos EUA como transportadoras de drogas de “origem venezuelana”. Esses ataques, segundo relatos, deixaram dezenas de mortos e vêm acompanhados da autorização para “ações letais” da CIA na região, com o objetivo declarado de enfraquecer o regime de Nicolás Maduro.

Em reação, o governo venezuelano vem reforçando sua postura militar: Nicolás Maduro anunciou a ativação de zonas de defesa integral em estados como Mérida, Trujillo, Lara e Yaracuy, movimentação que envolve mobilização de milícias - cerca de 468 milicianos na área, segundo comunicado oficial.

Cabello exaltou a soberania venezuelana, chamou o povo à resistência e enalteceu o caráter “humilde e trabalhador” da população, dizendo que os cidadãos fariam tudo por amor à pátria. “De Carayaca, o povo camponês jura pronto para defender a pátria, a terra e a revolução. Aqui não há medo nem rendição: há dignidade, consciência e amor pela Venezuela”, declarou o ministro.

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