
O ex-capitão da Seleção Brasileira e pentacampeão mundial, Cafu, intensificou sua batalha judicial para tentar anular o leilão de sua mansão, avaliada em R$ 40 milhões. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) deve avaliar a conduta do juiz da 1ª Vara Cível de Barueri, Bruno Paes Straforini, acusado de favorecer um leiloeiro “de sua confiança” na venda da mansão do ex-jogador Cafu.
A defesa do ex-jogador afirma que, em um momento crucial do processo de execução, advogados de Cafu e da empresa credora haviam sugerido um leiloeiro alternativo, Felipe Frazão, para dar maior credibilidade à etapa final. Mesmo assim, o juiz manteve o leiloeiro de sua preferência e ainda autorizou uma comissão maior, de 6%, sobre o valor arrematado, acima dos 5% que seriam pagos ao profissional indicado pelas partes.
O leilão foi motivado, principalmente, por uma ação de cobrança movida pela empresa VOB Cred Securitizadora, que se arrastava na Justiça desde 2018. A dívida original do ex-jogador e de sua empresa, a Capi-Penta International Football Player Ltda., era com uma financeira e a mansão estava hipotecada como garantia. A dívida que levou a mansão a leilão era estimada em cerca de R$ 11 milhões.
A decisão da corte pode resultar na anulação do leilão do imóvel.