Antes da aposentadoria Barroso pede sessão no STF para retomar julgamento da 'Descriminalização do Aborto'

Em seu último dia como ministro, Barroso protocolou o pedido a Edson Fachin para incluir o debate sobre interrupção da gestação até a 12ª semana na pauta virtual do Supremo Tribunal Federal.

19/10/2025 às 16h29
Por: Eluan Carlos
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Foto-Reprodução: Google-Imagens\Brasil Paralelo
Foto-Reprodução: Google-Imagens\Brasil Paralelo

Em seu último dia oficial de trabalho como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso protocolou um pedido de realização de uma sessão virtual extraordinária para que a Corte retome o julgamento de alta sensibilidade social e jurídica: a discussão sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação. A solicitação foi encaminhada ao presidente do STF, Edson Fachin, na última sexta-feira (17), véspera de sua aposentadoria compulsória, que iniciou no sábado(18).

A iniciativa de Barroso, que tem sido um defensor de pautas progressistas no Tribunal, visa garantir que o tema não seja indefinidamente postergado após a sua saída, dada a complexidade política e a forte polarização que o assunto gera no Brasil.

O julgamento, que trata de um tema central nos direitos reprodutivos e na saúde pública, encontra-se suspenso no Plenário do STF. Ao requerer uma sessão virtual extraordinária, Barroso utiliza uma ferramenta regimental que permite que os ministros depositem seus votos em um ambiente online e em um período de tempo determinado, agilizando a análise de matérias urgentes ou relevantes.

A matéria em questão discute a constitucionalidade de artigos do Código Penal que criminalizam a interrupção voluntária da gestação, especificamente no período inicial. A retomada do julgamento é aguardada por grupos de defesa dos direitos das mulheres, mas enfrenta forte resistência de setores conservadores da sociedade e do Congresso Nacional.

O pedido final de Barroso é visto no meio jurídico como um gesto político de grande peso em sua despedida da Corte. Ao pautar o retorno do debate sobre a descriminalização do aborto, o ministro reforça a importância que o tema possui no debate público e pressiona o Supremo a avançar na análise de uma matéria que impacta diretamente a vida e a autonomia das mulheres no país.

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