
O antigo chefe de Estado, Jair Bolsonaro, tomou sua decisão: ele destinará seu apoio à postulação do atual governador paulista, Tarcísio de Freitas, na disputa pela Presidência da República no próximo ciclo eleitoral. Bolsonaro encontra-se impedido de concorrer devido à inelegibilidade por uso indevido de autoridade política e econômica, além de uma pena de 27 anos e três meses de reclusão por tentativa de subversão estatal. Por essa razão, ele é visto como um competidor inviável no pleito vindouro – apesar de sua insistência em afirmar que participará da corrida.
No campo adversário ao Presidente Lula, destacam-se outros líderes estaduais como potenciais concorrentes: Romeu Zema, de Minas Gerais; Ronaldo Caiado, de Goiás; e Ratinho Jr., do Paraná. Embora Tarcísio de Freitas tenha confirmado a intenção de buscar a recondução ao Palácio dos Bandeirantes, a avaliação de Bolsonaro é que os demais postulantes da direita não possuem o mesmo capital político do gestor de São Paulo para superar o atual ocupante do Planalto.
Sendo assim, o movimento estratégico é persuadir Tarcísio a pleitear o posto máximo do Executivo nacional. Inclusive, conforme relatado por uma fonte ligada ao Partido Liberal (PL), um encontro entre o governador e o ex-presidente está previsto para os próximos dias, dependendo apenas de uma autorização concedida pelo ministro Alexandre de Moraes.
Michelle Almeja Vaga no Senado
O nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi considerado como alternativa para representar a ala conservadora na eleição presidencial. Contudo, Michelle lidera as sondagens de intenção de voto para a disputa de uma cadeira no Senado Federal pelo Distrito Federal.
O PL tem como meta conquistar a maioria na Casa Legislativa para exercer pressão em pautas tidas como cruciais, como o processo de impedimento do magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O plano consiste em levar o maior contingente possível de candidatos à vitória, incluindo a Sra. Michelle.