Disputa presidencial 2026: Lula, Zema e Daciolo já se articulam, veja os possíveis concorrentes

A menos de um ano da corrida presidencial, o presidente Lula sinaliza sua candidatura, enquanto Cabo Daciolo, Romeu Zema e outros nomes “outsiders” se consolidam, e figuras como Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro seguem sendo especuladas pela direita e centro-direita.

23/10/2025 às 19h58
Por: Redação
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Pré-Candidatos a presidencia.
Pré-Candidatos a presidencia.

A menos de um ano das eleições, o cenário para a disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou sua intenção de concorrer a um novo mandato, nomes da oposição buscam consolidar suas bases, com governadores e figuras públicas já declarando ou sendo cotadas para a disputa.

Com a polarização política ainda em alta, três nomes já se posicionaram publicamente como pré-candidatos: o atual presidente Lula (PT), o ex-presidenciável Cabo Daciolo (Sem partido) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que tem acelerado movimentos para se apresentar como alternativa.

O lado da direita e centro-direita é onde o tabuleiro mais se movimenta. Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça como uma figura de peso, sua inelegibilidade o força a buscar um sucessor. 

O nome mais forte entre os governadores é Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. Contudo, os filhos do ex-presidente representam uma força política com base fiel. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) é um dos mais citados nesse círculo. Sua candidatura, ou a de outros familiares, seria uma maneira de manter o sobrenome na disputa, mesmo que isso signifique fragmentar o apoio que Tarcísio busca consolidar.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também é uma variável importante, embora tenha manifestado preferência pelo Senado, sua capacidade de mobilização a mantém no debate presidencial como um potencial nome de última hora.

Outros governadores, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, também são constantemente citados em grupos de pressão por uma frente ampla de oposição.

Uma figura que atrai a atenção é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Embora tenha sido apontada como possível substituta de Bolsonaro, ela tem externado preferência por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, mas sua força eleitoral, especialmente entre o eleitorado feminino conservador, a mantém no radar presidencial.

"Outsiders" e Conflitos de Campo

No campo dos candidatos que correm "por fora" ou que buscam capitalizar o descontentamento com os dois blocos principais, o cenário inclui:

  • Romeu Zema (Novo): O governador mineiro tem sido enfático ao se colocar como um gestor capaz de modernizar o Brasil, buscando um espaço de centro-direita liberal. Sua candidatura, no entanto, divide a oposição, com temores de que possa fragmentar votos cruciais.

  • Cabo Daciolo:
    Marcando seu retorno às disputas, Daciolo busca reviver a atenção que conquistou em 2018, com uma retórica baseada em temas de fé e moralidade.
  • Eduardo Leite (PSDB): O governador do Rio Grande do Sul é uma aposta do PSDB por uma via mais moderada, buscando conquistar eleitores de centro descontentes com a polarização extrema.

Enquanto o atual presidente Lula tem a vantagem da máquina e do tempo para consolidar sua base, os pré-candidatos da oposição correm contra o relógio para estabelecerem nomes reconhecíveis e viáveis para as urnas.

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