
O deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), dirigiu críticas ao senador aliado Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) nesta quinta-feira (23), classificando-o como “imprudente”, após o político mineiro indicar que não ofereceria suporte ao colega em uma eventual disputa pela presidência.
“Imprudente foi darmos a vaga do senado para você. Mas muitos dos nossos erros iremos corrigir”, postou Eduardo, em suas redes sociais.
A controvérsia surgiu depois que Cleitinho assegurou que “não seria sensato” que o descendente do ex-presidente, Jair Bolsonaro, pleiteasse o posto, considerando que o parlamentar reside nos Estados Unidos desde o começo do ano, e uma candidatura exige permanência no território nacional.
“Não acho prudente o Eduardo ser candidato, até porque não estará no Brasil. Ele perderia contra Lula. O candidato tem que estar aqui para poder fazer campanha”, declarou o membro do Senado na quarta-feira (22).
Setor político de direita visa alinhar perspectivas
O levantamento da Quaest, publicizado entre 16 e 18 de setembro, demonstrou que a aversão ao chamado 'grupo Bolsonaro', ou seja, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, se apto a concorrer, e seus parentes, ultrapassou 60%. Entre os entrevistados, 68% revelaram que conhecem e não depositariam seu voto no deputado do PL.
Desde a inabilitação e sentença de Jair Bolsonaro, o espectro político de direita continua buscando um candidato inquestionável para fazer oposição ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. Entre os nomes mais mencionados, estão os da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do Governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos).