
O principal assessor de Lula para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, expressou forte preocupação com a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos contra o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. A tensão cresceu após a aparição de helicópteros militares norte-americanos no mar do Caribe, os mesmos usados pela tropa de elite que matou Osama Bin Laden em 2011.
“Vejo com muita preocupação. Não é a mesma coisa. Você pode gostar ou não do Maduro, mas não é o Bin Laden. (Maduro) Não é um patrocinador de terrorismo”, afirmou Amorim, em entrevista à coluna nesta sexta-feira (24).
Apesar do cenário de instabilidade, o ex-chanceler brasileiro confirmou que não acompanhará Lula na reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia. Segundo ele, a ausência se deve a compromissos prévios: “Vou ao Foro da Paz em Paris”, contou.
Os Estados Unidos afirmam que a operação militar no Caribe tem como objetivo combater o tráfico de drogas na região. Já o governo venezuelano acusa Washington de preparar uma ofensiva para derrubar Maduro.
Além da presença de navios de guerra, Trump anunciou ter autorizado uma operação terrestre de militares americanos na Venezuela, alegando que a medida tem como alvo os cartéis de drogas que operam no país caribenho.