
Aliados do clã Bolsonaro demonstraram frustração com a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump, realizada no último domingo (26) em Kuala Lumpur, na Malásia. Segundo a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos, apostava que o encontro sequer aconteceria.
A expectativa bolsonarista aumentou na quinta-feira (23), quando a Casa Branca divulgou a agenda oficial de Trump sem incluir a reunião com Lula. Caso o encontro não tivesse ocorrido, Eduardo sairia fortalecido, especialmente pela sua interlocução com o secretário de Estado, Marco Rubio.
No entanto, o encontro aconteceu, com Trump conversando por cerca de 40 minutos com Lula a portas fechadas. Ao final, os dois líderes posaram para fotos com aperto de mãos e sorrisos, o que reforçou a percepção de vitória política para o governo brasileiro.
Ainda segundo o Metrópoles, embora publicamente aliados de Bolsonaro tentem minimizar o encontro, alegando que não gerou resultados práticos, nos bastidores a avaliação é diferente. Lideranças do bolsonarismo admitiram que as imagens e declarações subsequentes favoreceram Lula e prejudicaram a estratégia política do clã.
Para o meio de comunicação brasileiro, com a reunião realizada, a estratégia de Eduardo e seus aliados agora é contatar autoridades norte-americanas para entender “o que houve de fato” na conversa entre Lula e Trump e calcular os próximos passos. A expectativa é que Trump possa suspender ou reduzir tarifas, mas sem dar solução imediata para sanções contra autoridades brasileiras.