Perfil ligado ao traficante Marcinho VP, pai de Oruam, lamenta operação no Rio: “Luto e indignação”

Mesmo preso há quase 30 anos, o traficante segue influente e sua equipe usou o Instagram para criticar a ação; confira

30/10/2025 às 10h49 Atualizada em 30/10/2025 às 10h50
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Fotos: O Globo e redes sociais
Fotos: O Globo e redes sociais

Um perfil no Instagram administrado por pessoas ligadas a Marcinho VP, um dos nomes mais conhecidos do tráfico no Rio de Janeiro, criticou duramente a megaoperação policial que deixou dezenas de mortos nas favelas do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28). “Hoje, o Rio virou cenário de luto e indignação. A FAVELA PEDE PAZ!”, diz a publicação, acompanhada por fotos de corpos espalhados no chão.

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Marcinho VP está preso desde 1996, mas continua mantendo presença nas redes sociais por meio de páginas que divulgam seus livros e mensagens sobre temas ligados às favelas. Em outro post, o perfil chamou a operação de “chacina” e afirmou que o episódio representa mais um capítulo trágico da violência nas comunidades cariocas.

Pai do trapper Oruam, o traficante cumpre pena por homicídio e esquartejamento de rivais. Mesmo assim, seus advogados afirmam que ele não tem mais ligação com o Comando Vermelho, facção que comandava antes da prisão.

Uma das postagens reproduzidas pelo perfil foi originalmente publicada pelo coletivo @perifaconnection, em parceria com o Instituto Papo Reto e o ativista Raull Santiago. “Quantas vidas mais precisam ser perdidas pra que o Estado entenda que segurança pública não se constrói com sangue preto e favelado?”, questiona o texto.

A operação, que tinha como alvo o traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca - ainda foragido -, resultou inicialmente em 64 mortes. Horas depois, outros 70 corpos foram levados para uma praça na Penha, elevando o número de vítimas e reacendendo o debate sobre os limites da atuação policial nas favelas do Rio.

Foto: Reprodução | Metrópoles
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