Liderados por Elon Musk, conservadores promovem boicote à Netflix por 'desenho transgênero': “Pela saúde de seus filhos”

Polêmica envolvendo desenho com personagem trans acendeu debate entre conservadores; entenda

30/10/2025 às 11h00 Atualizada em 30/10/2025 às 11h26
Por: Mateus Pereira
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Fotos: Reprodução
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Nos Estados Unidos, um movimento de boicote à Netflix ganhou força nos últimos meses e atravessou fronteiras. A polêmica começou depois que a plataforma lançou o desenho animado "Guardiões da Mansão do Terror", que apresenta uma personagem transgênero, gerando revolta entre grupos conservadores.

O bilionário Elon Musk foi um dos primeiros a levantar a bandeira do cancelamento, alegando que o streaming estaria tentando “influenciar” o público infantil. Nas redes sociais, o dono da Tesla comparou a Netflix a um “Cavalo de Troia” que levaria “conteúdo impróprio” às crianças e disparou: “Cancelem a Netflix pela saúde de seus filhos”.

O protesto rapidamente se espalhou e chegou ao Brasil. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) endossou a campanha e publicou no X (antigo Twitter): “No Brasil, também cancelamos a Netflix”. A declaração viralizou e contou com apoio de influenciadores conservadores e religiosos.

O desenho virou alvo de críticas do movimento, que acusa a Netflix de “aliciar crianças” e promover uma “agenda ideológica” em produções infantis. A empresa não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento.

A ironia, porém, é que Elon Musk é pai de uma jovem trans. Sua filha, Vivian Jenna Wilson, rompeu relações com ele em 2020 após o bilionário se recusar a aceitar sua identidade de gênero. Recentemente, ela voltou a criticá-lo, chamando o pai de “homem-criança patético” e dizendo que não quer ser associada a ele.

Reprodução | Netflix
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