
Nos Estados Unidos, um movimento de boicote à Netflix ganhou força nos últimos meses e atravessou fronteiras. A polêmica começou depois que a plataforma lançou o desenho animado "Guardiões da Mansão do Terror", que apresenta uma personagem transgênero, gerando revolta entre grupos conservadores.
O bilionário Elon Musk foi um dos primeiros a levantar a bandeira do cancelamento, alegando que o streaming estaria tentando “influenciar” o público infantil. Nas redes sociais, o dono da Tesla comparou a Netflix a um “Cavalo de Troia” que levaria “conteúdo impróprio” às crianças e disparou: “Cancelem a Netflix pela saúde de seus filhos”.
O protesto rapidamente se espalhou e chegou ao Brasil. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) endossou a campanha e publicou no X (antigo Twitter): “No Brasil, também cancelamos a Netflix”. A declaração viralizou e contou com apoio de influenciadores conservadores e religiosos.
O desenho virou alvo de críticas do movimento, que acusa a Netflix de “aliciar crianças” e promover uma “agenda ideológica” em produções infantis. A empresa não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento.
A ironia, porém, é que Elon Musk é pai de uma jovem trans. Sua filha, Vivian Jenna Wilson, rompeu relações com ele em 2020 após o bilionário se recusar a aceitar sua identidade de gênero. Recentemente, ela voltou a criticá-lo, chamando o pai de “homem-criança patético” e dizendo que não quer ser associada a ele.