Entenda desfecho de processo contra Carla Zambelli por porte ilegal de arma. Acham justo a condenação?

Deputada do PL foi condenada por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal após perseguir jornalista em SP

30/10/2025 às 11h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante coletiva na Câmara - Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil
Deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante coletiva na Câmara - Reprodução: Lula Marques/Agência Brasil

O processo criminal que resultou na penalização da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) atingiu sua fase final no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (30). A política foi responsabilizada pelos delitos de posse irregular de arma e coação ilícita, depois de perseguir um repórter portando revólver na capital paulista, nas proximidades do segundo turno do pleito eleitoral de 2022.

Início da Aplicação da Sentença

Com este encerramento jurídico, o ministro Gilmar Mendes, encarregado do caso, pode iniciar a execução da reprimenda imposta à congressista, visto que não existem mais possibilidades de apelação.

A representante do Legislativo encontra-se detida na Itália, país onde tramita o procedimento de transferência obrigatória para o Brasil. Zambelli também recebeu condenação em outra causa no STF, referente à tentativa de invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — pela qual foi sentenciada a oito anos de reclusão. Essa ação judicial também teve seu trânsito em julgado, concluído em junho.

A Fuga e a Detenção

Poucos dias após a decisão condenatória, Zambelli deixou o território brasileiro. Ela anunciou publicamente, em 3 de junho, que havia se ausentado do país, mas o Metrópoles averiguou que a saída ocorreu em 25 de maio, por via terrestre, na fronteira entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú (Argentina). De automóvel, seguiu até Buenos Aires e, dali, embarcou para outro destino fora da América do Sul.

Conforme informações da Polícia Federal, a deputada não resistiu à abordagem no instante da prisão na Itália. Momentos depois, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que Zambelli se apresentou voluntariamente às autoridades italianas e formalizou um pedido de proteção política para tentar evitar a extradição.

Apesar de já ter sido julgada e sentenciada pelo STF, a parlamentar não estava proibida de viajar, uma vez que o Supremo havia restituído seu passaporte e não impôs impedimentos à sua movimentação durante a etapa de recursos.

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