
Em entrevista recente ao Metrópoles, Martinho da Vila fez uma afirmação que pode gerar debate entre admiradores da música brasileira e críticos mais patriotas. O cantor declarou que o samba “é mais representativo do que o hino nacional”, ao comentar sobre a importância cultural do gênero.
Martinho ressaltou que o samba, nascido nos quintais cariocas e incorporado por diferentes gerações, se tornou um símbolo da identidade do país.
O papel principal do samba hoje é representar o Brasil. Ele é mais representativo do que o hino nacional. E uma coisa importante é que ele era uma coisa de gente antiga e tal, e hoje é uma coisa que atinge muitos jovens, e ele continua influenciando as gerações.
A comparação ousada com o hino nacional pode desagradar aqueles que consideram o símbolo oficial como maior expressão de patriotismo, embora o artista tenha mantido o tom de reflexão sobre a dimensão social e cultural da música.
O sambista, que se apresenta em breve no Festival Estilo Brasil, também destacou como o gênero se reinventou ao longo das décadas, mantendo sua popularidade e influenciando novas gerações de músicos. Segundo ele, o samba permanece vivo, popular e em constante transformação.
Inicialmente, o samba era tocado, gravado sempre com violão, cavaquinho, ritmo e vocal. Com o passar do tempo ele foi se reinventando. Aí usa-se qualquer tipo de instrumento no show de samba… e parece usar sopros, pianos, teclados, de uma maneira geral, expande o gênero em si.
Com mais de seis décadas de carreira, Martinho da Vila segue defendendo o samba como uma das expressões mais autênticas do povo brasileiro - um gênero que, segundo ele, carrega nas batidas e nas letras a própria alma do país, mesmo que sua declaração possa gerar polêmica entre os defensores do hino nacional.
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