Tarcísio afirma que o principal risco no país hoje é o crime organizado. Qual sua opinião?

O governador afirma que o Estado falha na segurança nas fronteiras e o sentido de soberania está em jogo

30/10/2025 às 12h22
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Tarcísio de Freitas - Reprodução: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas - Reprodução: Pablo Jacob/Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), declarou na quarta-feira (29), em uma sequência de mensagens em sua conta no X (antigo Twitter), que a "ação das organizações criminosas é, na atualidade, o maior perigo para a nação brasileira", ultrapassando a ameaça econômica.

Declarações Pós-Operação Policial

As afirmações foram feitas 24 horas após a incursão policial mais sangrenta na trajetória do país, iniciada na terça-feira (28) nos agrupamentos de comunidades do Alemão e da Penha, localizados na região setentrional da cidade do Rio de Janeiro. Com 121 óbitos atestados pela administração estadual, a intervenção das forças de segurança (Polícias Civil e Militar) do Rio excedeu o número de vítimas do Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, em São Paulo, que culminou na perda da vida de 111 encarcerados.

"O quadro que presenciamos no estado fluminense evidencia a magnitude de uma questão que, ao longo de muitas décadas, apenas se intensifica: o crescimento do narcotráfico e a influência de um regime paralelo que desafia a legislação, põe em risco a existência e remove o poder estatal da rotina dos indivíduos", expressou o dirigente de São Paulo.

Críticas à Administração Central

Tarcísio, mencionado como provável concorrente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial de 2026, fez ponderações negativas em relação ao governo. Ele assegurou que a nação "demonstrou ineficácia na supervisão de suas divisas", já que "os armamentos e entorpecentes negociados internamente, em sua maioria esmagadora, não são fabricados aqui".

O governador de São Paulo também declarou que o poder público necessita "reassumir sua função primordial e restaurar aos cidadãos o direito de coexistir com tranquilidade e honra". Para tal, conforme sua opinião, "a parceria e a troca de dados são essenciais. O que está em discussão é a própria essência da autonomia nacional".

Propostas de Combate à Criminalidade Financeira

Adicionalmente, abordou a urgência em "progredir na luta contra a ocultação de bens ilícitos e o aporte financeiro ao delito", e acrescentou duas interrogações: "Por qual razão é tão simples conduzir transações ilegais no segmento de combustíveis? E por que ainda não promulgamos normas mais rigorosas para o devedor contumaz?".

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