Claudio Castro e governadores aliados lançam “consórcio da paz” após megaoperação no RJ

Encontro no Palácio Guanabara reuniu nomes como Tarcísio de Freitas e Romeu Zema para discutir estratégias conjuntas contra o crime; saiba mais

31/10/2025 às 11h08
Por: Mateus Pereira
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Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão | Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), reuniu aliados políticos na noite desta quinta-feira (30), no Palácio Guanabara, em um encontro que teve como pano de fundo a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio. O principal resultado da reunião foi o anúncio da criação de um “consórcio da paz”, união entre estados para compartilhar ações e estratégias no combate ao crime organizado.

Entre os presentes estavam Celina Leão (DF), Eduardo Riedel (MS), Jorginho Mello (SC), Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Tarcísio de Freitas (SP) — este último participou de forma remota. O encontro, que começou por volta das 18h30, terminou em coletiva de imprensa cerca de uma hora depois.

Durante a coletiva, Castro afirmou que o consórcio será sediado no Rio de Janeiro, mas garantiu que a iniciativa não terá caráter centralizador. “Não é para o RJ, é no RJ e para o Brasil”, declarou o governador, destacando que a intenção é trocar experiências, dividir informações e fortalecer o combate conjunto às facções.

Segundo Castro, o governo fluminense ficou encarregado de formalizar a proposta, que deve incluir protocolos de inteligência e integração entre as polícias estaduais. O governador goiano Ronaldo Caiado complementou que o projeto busca “agilidade e cooperação entre as forças” em todo o país.

A reunião também foi um gesto político claro de apoio a Castro, que enfrenta forte pressão após a operação mais letal da história do Rio. Desde terça-feira (28), o aumento no número de mortos reacendeu o debate nacional sobre segurança pública.

Além disso, os governadores aliados aproveitaram o encontro para criticar a PEC da Segurança Pública, proposta enviada pelo governo Lula ao Congresso. O texto prevê a unificação das forças policiais, medida vista pelos estados como uma ameaça à autonomia das corporações locais.

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