
Após dias de especulação, o rei Charles III decidiu agir com firmeza e retirou o título de príncipe do irmão Andrew. Além disso, o monarca deu ordem de despejo ao ex-duque de York, obrigando-o a deixar a luxuosa residência Royal Lodge. O anúncio foi feito pelo Palácio de Buckingham na quinta-feira (30).
Andrew, pai das princesas Eugenie e Beatrice, havia mantido o direito de morar na mansão mesmo depois de perder patrocínios e títulos militares em 2022, por ordem da rainha Elizabeth II. Na época, veio à tona o envolvimento dele no escândalo de exploração sexual ligado ao empresário Jeffrey Epstein. Apesar da decisão da falecida monarca, ele continuou no imóvel devido a um contrato de arrendamento de 75 anos.
Agora, o rei Charles pôs fim ao acordo. Um mandado real enviado ao Lorde Chanceler determinou o encerramento do arrendamento, exigindo que Andrew desocupe a mansão de imediato. “Seu contrato de arrendamento da Royal Lodge, até o momento, lhe proporcionou proteção legal para continuar residindo no local”, informou o Palácio.
A nota também destacou que a rescisão formal foi entregue e que Andrew “se mudará para uma acomodação privada alternativa”. O texto reforçou que as medidas são consideradas necessárias, “apesar de ele continuar negando as acusações”, e expressou solidariedade “às vítimas e sobreviventes de todas as formas de abuso”.
Com a decisão, Andrew deixa para trás uma vida luxuosa. A Royal Lodge conta com 31 quartos e arquitetura que lembra um castelo. O imóvel, avaliado em cerca de 30 milhões de libras (R$ 227 milhões), está localizado a apenas 5 km do Castelo de Windsor, residência oficial do rei Charles e da rainha Camilla.
O ex-duque ainda investiu milhões em reformas no local, incluindo a instalação de uma piscina coberta. A propriedade, antes dele, era ocupada pela rainha-mãe, Elizabeth Bowes-Lyon.