Governo do Rio identifica 99 dos mortos em megaoperação sendo 40 deles de outros estados

Segundo Cláudio Castro, primeira parte da perícia revela que ao menos 59 tinham ficha criminal

31/10/2025 às 12h54
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Operação policial no Rio de Janeiro contra integrantes do Comando Vermelho - Reprodução: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão
Operação policial no Rio de Janeiro contra integrantes do Comando Vermelho - Reprodução: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O governo do Rio de Janeiro comunicou, nesta sexta-feira (31), que 99 dos 117 suspeitos falecidos na grande operação empreendida nas comunidades do Alemão e da Penha contra a organização criminosa Comando Vermelho (CV) foram identificados.

Do montante total de mortos — 121, segundo informações do poder executivo estadual —, 40 indivíduos, o que corresponde a um terço, eram procedentes de outros estados da federação:

  • 13 originários do Pará

  • 7 do Amazonas

  • 6 da Bahia

  • 4 do Ceará

  • 1 da Paraíba

  • 4 de Goiás

  • 1 de Mato Grosso

  • 3 do Espírito Santo

Entre os "narcotraficantes neutralizados", conforme designado pelo governo, encontram-se líderes de relevo do Comando Vermelho:

  • Russo, líder do CV em Vitória (ES);

  • Chico Rato, chefe do CV em Manaus (AM);

  • Gringo, chefe do CV em Manaus (AM);

  • Mazola, líder do CV em Feira de Santana (BA);

  • Fernando Henrique dos Santos, líder do CV em Goiás;

  • DG, líder do CV na Bahia (BA);

  • FB, líder do CV na Bahia (BA);

  • PP, líder do CV do Pará (PA);

  • Rodinha, líder do CV em Itaberaí (GO).

Adicionalmente, até o momento, as autoridades policiais constataram que 59 dos indivíduos falecidos na Operação Contenção possuem histórico criminal e 42 estavam sob mandados de prisão. "Trabalho excelente da nossa perícia", classificou o governador Cláudio Castro (PL).

O secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, enalteceu o "grupo de trabalho intensivo no IML (Instituto Médico Legal)". "Uma rápida identificação desses narcoterroristas. E mostra justamente que o trabalho de investigação e inteligência que foi realizado nessa operação pela Polícia Civil e pela Polícia Militar estava correto. Um trabalho preciso de inteligência, que mostra aí o resultado: todos com anotações criminiais e todos esses narcoterroristas de extrema periculosidade, chefes de facções criminosas"

Castro havia mencionado nesta semana que a Operação Contenção ocasionou apenas quatro vítimas, referindo-se aos quatro policiais que perderam a vida durante o confronto.

"Queria me solidarizar com as famílias dos meus quatro guerreiros, que ontem deram a vida para libertar a população. Àquelas foram as verdadeiras quatro vítimas que tivemos ontem. De vítimas ontem lá, só tivemos os policiais", declarou. "Determinei que essas famílias sejam completamente amparadas e protegidas pelo Estado, para que a gente possa valorizar a nobre ação de pagar com a própria vida pelo bem comum".

 

 
 
 
 
 
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