Tudo pelo marketing? Especialista aponta estratégia global em namoro de Vini Jr. e Virgínia

O estrategista internacional de marcas e legado, Alê Vazz, conversou com a coluna sobre o namoro que está bombando nas redes sociais

31/10/2025 às 13h20
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
Compartilhe:
Virgínia e Vini Jr. - Reprodução: Instagram
Virgínia e Vini Jr. - Reprodução: Instagram

A atividade recente de Virginia Fonseca nas redes sociais levantou suspeitas de que ela pode estar articulando um plano de expansão além das fronteiras. Desde que surgiram os rumores sobre seu envolvimento com Vini Jr., recentemente oficializado, a empreendedora passou a publicar legendas em seu idioma nativo e em inglês, e seus conteúdos ganharam visibilidade em portais estrangeiros — indicativos de uma possível tática para seu brand pessoal.

De acordo com informações do estrategista internacional de marcas e legado, Alê Vazz, ao Metrópoles, esse tipo de conduta dificilmente acontece por acaso: “Quando alguém se conecta a uma figura com alcance global, como o Vini Jr., há um efeito automático de valorização simbólica. A neurociência chama isso de transferência de prestígio: o cérebro faz uma associação direta — se ela está próxima dele, ela também tem relevância”, esclareceu o expert.

Mais Detalhes

O especialista enfatiza que o fenômeno está conectado ao conceito de capital social, utilizado para aferir o valor das conexões e sua influência sobre a percepção pública: “Vini Jr. tem capital social internacional. Ele atua em um dos maiores clubes do planeta, tem contratos com grandes marcas e presença cultural global. Quando Virginia se aproxima desse universo, ela também se posiciona dentro desse mesmo campo de influência”, sublinhou.

Alê Vazz também comparou o movimento com a abordagem de Anitta, que conquistou espaço no mercado internacional sem depender exclusivamente de features: “Anitta colaborou com nomes de peso como Madonna e Cardi B, mas construiu sua própria narrativa. Ela é reconhecida pela identidade e pela consistência, não por uma associação pontual. Essa é a diferença entre ter estratégia e ser dependente dela”, analisou.

Apesar dos benefícios que esse tipo de projeção pode conferir, o especialista emite um alerta: “Prestígio emprestado não é duradouro. Se a relação acaba, o prestígio também pode desaparecer. A colaboração deve ser um catalisador, não a base da estratégia”, declarou.

Orientações para Promover uma Marca no Exterior

  • Parcerias estratégicas, porém sem subordinação;

  • Narrativa autêntica, que funcione em qualquer cultura;

  • Coerência no posicionamento em todas as plataformas;

  • Branding robusto, que transcenda a simples presença digital.

Um Exemplo de Sucesso

O estrategista mencionou o caso da Havaianas como um modelo brasileiro de êxito global: “A marca construiu um símbolo global de lifestyle ao criar uma história própria e consistente, sem depender de um único rosto para representá-la”, comentou.

Sobre o potencial de Virginia Fonseca, Alê Vazz ponderou que o momento pode ser crucial: “Ela tem carisma, influência, visão de negócio e agora um possível portal de entrada global. Se transformar essa oportunidade em uma estratégia bem estruturada, pode se tornar uma marca global. Mas, se basear seu crescimento apenas em associações, o risco de instabilidade é alto”, opinou.

Ele finalizou com uma reflexão: “Legado não é quem está ao seu lado — é quem você continua sendo quando todos vão embora. E isso só se sustenta com uma estratégia própria”, concluiu.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários