
Donald Trump, chefe de Estado norte-americano, expressou neste domingo (2) sua convicção de que a permanência de Nicolás Maduro no comando da Venezuela "estão contados", ao mesmo tempo em que minimizou a possibilidade de um enfrentamento militar contra a nação vizinha.
Durante participação no programa 60 Minutes, da rede de televisão CBS, o presidente foi indagado sobre a chance de uma guerra. "Duvido. Não acredito", declarou. No entanto, ao ser questionado se o término do regime de Maduro estaria iminente, ele foi categórico: "Diria que sim. Acho que sim".
Tais pronunciamentos foram feitos em um momento de envio de contingentes militares e embarcações dos Estados Unidos ao Mar do Caribe. Washington alega que estas manobras visam a repressão ao narcotráfico, embora já tenham provocado dezenas de fatalidades.
Nas semanas que se passaram, pelo menos 65 indivíduos perderam a vida em mais de 15 ataques deflagrados pelos americanos contra suspeitas de transportes de entorpecentes no Caribe e no Pacífico, sendo o mais recente ocorrido no último sábado, dia 1º.
Maduro, que é alvo de acusações de narcotráfico pela Justiça dos EUA, sustenta que o combate às drogas é apenas uma estratégia utilizada pelos Estados Unidos para tentar "impor uma mudança de regime" em Caracas e obter o controle das vastas reservas petrolíferas venezuelanas.
Especialistas consultados pela agência de notícias AFP consideram as ofensivas como potenciais execuções sumárias, mesmo que os indivíduos alvejados fossem traficantes conhecidos. O governo americano, por sua vez, não apresentou evidências públicas de que as embarcações atingidas carregavam narcóticos ou representavam qualquer perigo para o território dos Estados Unidos.