
Ex-testemunhas de Jeová aproveitaram o feriado de Finados, no último domingo (2), para realizar protestos em diferentes cidades do país. As manifestações, organizadas pelo Movimento de Ajuda às Vítimas das Testemunhas de Jeová (MAV-TJ), ocorreram em São Paulo, Campinas, Brasília, Curitiba e Goiás.
O grupo denuncia práticas de discriminação e isolamento contra ex-membros que deixam a religião, o que chamam de “morte social”. Durante o ato, os manifestantes exibiram faixas e cartazes para chamar a atenção de autoridades sobre os impactos mentais e sociais dessas doutrinas.
De acordo com o movimento, fiéis que deixam a congregação sofrem com expulsões públicas, discriminação e ruptura de laços familiares. “Nesses casos, nós paramos de ter convivência com a pessoa”, afirmou uma porta-voz, ao descrever a política adotada pelas Testemunhas de Jeová.
O MAV-TJ cita ainda uma edição da revista "A Sentinela", publicada em maio, como exemplo da doutrina que incentiva o afastamento. Segundo o texto, cortar contato com ex-membros seria um “ato de bondade”, e o convívio só deve ser retomado se o fiel retornar à religião.
Em São Paulo, os ex-membros se reuniram no Cemitério da Consolação, onde denunciaram o que chamam de “apologia à discriminação”. “É inadmissível que, em 2025, uma religião escreva que cortar contato com familiares é um ato de bondade de Jeová”, criticou Yann Rodrigues, líder do movimento.
Segundo Yann, o grupo não é contra a religião em si, mas contra práticas que considera nocivas:
As Testemunhas de Jeová causam mortes sociais e prejuízos emocionais profundos. Estamos lutando por respeito e liberdade sem discriminação.