
Treze anos depois de assassinar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Matsunaga, a ex-detenta Elize Matsunaga vive em liberdade e mantém uma rotina discreta no interior de São Paulo. Condenada em 2016 a 19 anos e 11 meses de prisão pena depois reduzida para 16 anos e três meses, ela conquistou o regime aberto em maio de 2022, dez anos após o crime.
Desde então, Elize tem evitado a exposição pública. Informações recentes indicam que ela morava em Franca, onde trabalhou em um canteiro de obras e também como motorista de aplicativo, com boa avaliação nas plataformas. No local, chegou a ser vista acompanhada de um pintor, com quem teria mantido um breve relacionamento, mas não há registros atuais sobre o caso.
Mesmo em liberdade, a mulher segue sem contato com a filha, que tinha apenas 1 ano quando o crime ocorreu. A criança foi criada pelos avós paternos, Mitsuo Matsunaga e Misako Kitano, e descobriu a história dos pais aos 9 anos. A família move um processo para retirar o nome de Elize da certidão de nascimento da jovem, que poderá decidir se quer reencontrar a mãe ao completar 18 anos.
O caso, ocorrido em 19 de maio de 2012, chocou o País. Após uma discussão motivada por traições, Elize atirou na cabeça de Marcos dentro do apartamento do casal, em São Paulo. Horas depois, esquartejou o corpo em seis partes, guardou os pedaços em malas e os abandonou em uma estrada.
Detida no mesmo ano, foi levada para o presídio de Tremembé, onde dividiu o convívio com outras criminosas conhecidas, como Suzane von Richthofen e Anna Carolina Jatobá. O crime voltou a ganhar repercussão com o lançamento da série Tremembé, do Prime Video, que retrata a rotina e as histórias das presas do chamado “presídio dos famosos”.
Hoje, Elize Matsunaga tenta reconstruir a vida fora das grades longe da imprensa, do público e da filha, marcada por um dos casos criminais mais notórios da história recente do País.