Especialista que criticou a megaoperação do RJ pede proteção policial após série de ameaças nas redes sociais

Professora da UFF, Jacqueline Muniz, buscou o Ministério dos Direitos Humanos após ser perseguida e fotografada nas ruas.

04/11/2025 às 17h30 Atualizada em 04/11/2025 às 18h36
Por: Redação
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Jaqueline Muniz. Reprodução/Internet
Jaqueline Muniz. Reprodução/Internet

A professora Jacqueline Muniz, docente da Universidade Federal Fluminense (UFF), solicitou formalmente proteção ao Programa de Defensores de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos após se tornar alvo de sérias ameaças nas redes sociais.

A docente formalizou, na última segunda-feira (03), um pedido de proteção formal ao Programa de Defensores de Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos, após ser alvo de intensas ameaças nas redes sociais. A solicitação, noticiada pela coluna de Mônica Bergamo (Folha de S.Paulo), surge como consequência direta das duras críticas feitas por Muniz à recente Operação Contenção da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

A antropóloga passou a ser visada por ataques intensos em função de suas críticas públicas à Operação Contenção, uma ação realizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro. A repercussão das críticas da professora, que envolvem também a ideia de que o Estado "organiza o crime" e que a operação foi um "marketing eleitoreiro", gerou forte reação nas redes sociais, inclusive com menções a parlamentares de oposição, o que motivou a perseguição e o pedido de proteção.

A formalização do pedido junto ao Ministério dos Direitos Humanos visa garantir a segurança da professora diante do que ela percebe como um risco concreto à sua integridade física e psicológica.

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