Apoio de Lula à Venezuela pode aumentar a crise com os EUA? Entenda a fundo

Presidente vai estar presente em Cúpula da Celac-UE, que será realizada na Colômbia, domingo (9)

06/11/2025 às 12h45
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, irá demonstrar "solidariedade regional" à Venezuela por conta dos episódios recentes de atrito da nação com os Estados Unidos. A manifestação de apoio está prevista para ocorrer no próximo final de semana, durante o encontro de cúpula da Celac-UE, que será realizado em Santa Marta, na Colômbia.

A notícia foi transmitida pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma coletiva concedida nessa quarta-feira (5), em Belém, onde o presidente da República cumpria compromissos.

"É um apoio, é uma solidariedade regional à Venezuela, tendo em vista que o presidente repetidamente já disse, e é a posição da nossa política externa, de que a América Latina e, sobretudo, a América do Sul, onde nós estamos, é uma região de paz e cooperação.”

Reunião na Colômbia

No domingo (9), líderes de diversas nações se reunirão no congresso da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE).

Para Lula, o palco será propício para debater a movimentação militar dos Estados Unidos no Caribe e na costa venezuelana. Em uma entrevista concedida nessa terça-feira (4), o presidente já havia comentado sobre a importância de evitar que as tensões se agravem.

"Tive a oportunidade de conversar com Trump sobre esse assunto, dizendo para ele que a América Latina é uma zona de paz. Aqui não proliferaram armas nucleares”, afirmou Lula.

Ruptura entre Washington e Caracas

Em diversas ocasiões, os presidentes Donald Trump e Nicolás Maduro trocaram hostilidades que aumentaram a tensão nas relações bilaterais. Desde setembro, o governante norte-americano empreendeu dez investidas contra embarcações que alegadamente estariam envolvidas no tráfico internacional de drogas, resultando na morte de 43 narcoterroristas.

Em agosto, o político republicano já havia oferecido uma recompensa de US$ 50 milhões a quem fornecesse informações incriminatórias sobre o presidente Maduro, que levassem à sua detenção.

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