Moraes rejeita pedido do governo do DF para avaliação médica de Bolsonaro; entenda o caso

Em uma decisão técnica, Moraes considerou a demanda impertinente no momento atual, determinando a exclusão do pedido do corpo principal da ação penal que investiga o chamado núcleo crucial da suposta trama golpista.

06/11/2025 às 18h10
Por: Redação
Compartilhe:
Jair Messias Bolsonaro. Reprodução/Redes Sociais
Jair Messias Bolsonaro. Reprodução/Redes Sociais

Nesta quinta-feira (6), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, cortou pela raiz a tentativa do Governo do Distrito Federal (GDF) de submeter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma avaliação médica prévia para verificar sua "compatibilidade" com o Complexo Penitenciário da Papuda.

Em uma decisão técnica, Moraes considerou a demanda impertinente no momento atual, determinando a exclusão do pedido do corpo principal da ação penal que investiga o chamado núcleo crucial da trama golpista. “Considerando a ausência de pertinência, desentranhe-se a petição dos autos. Cumpra-se” despachou o ministro do STF.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) do DF, por meio de ofício assinado pelo secretário Wenderson Souza e Teles, havia solicitado a avaliação médica. A justificativa residia na proximidade do julgamento dos recursos de Bolsonaro no inquérito da suposta trama golpista e na necessidade de garantir que o ex-presidente, que passou por cirurgias abdominais recentes, teria condições adequadas caso sua prisão fosse determinada. Contudo, Alexandre de Moraes sinalizou que o momento para definir o local de cumprimento de uma eventual prisão é prematuro.

O próximo passo processual será nesta sexta-feira (7), quando a Primeira Turma do STF iniciará a análise do recurso de Bolsonaro no plenário virtual da Corte, sendo que ainda caberia mais uma instância recursal após este julgamento.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários