
A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Coffee Break para investigar um suposto esquema de propina e fraude em contratos de material escolar com prefeituras do interior de São Paulo. O que chama a atenção é o envolvimento de pessoas próximas ao presidente Lula (PT):
Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente, é investigada por supostamente prometer acesso privilegiado em Brasília e defender interesses privados do empresário principal do esquema junto a órgãos públicos, buscando contratos e recursos. Ela teria tido passagens aéreas custeadas pelo empresário.
Kalil Bitar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é citado por ter ajudado o empresário a "fortalecer seu lobby em Brasília" e viabilizar pagamentos em prefeituras.
O líder da fraude, segundo a PF, é o empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Tecnologia Educacional, que teria movimentado R$ 111 milhões em contratos suspeitos com quatro municípios paulistas.
Prisões: Cinco pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, e o secretário de Educação da cidade.
Código da Propina: O empresário usava o termo "café" para se referir ao pagamento de propina a servidores e lobistas.
Lavagem: O dinheiro público era retirado em espécie (dinheiro vivo) através de doleiros (operadores financeiros clandestinos) para ser usado no pagamento do suborno. A PF aponta que mais de R$ 10 milhões em espécie foram movimentados nesse processo.