Coffe Break: PF mira em ex-nora de Lula em operação contra a corrupção

Suposto esquema envolve contratos suspeitos de R$ 111 milhões com prefeituras de SP. Carla e Kalil atuariam para favorecer empresário preso pela PF

13/11/2025 às 13h07
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Carla Ariane Trindade, ex-nora do Presidente Lula - Reprodução: Metrópoles
Carla Ariane Trindade, ex-nora do Presidente Lula - Reprodução: Metrópoles

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Coffee Break para investigar um suposto esquema de propina e fraude em contratos de material escolar com prefeituras do interior de São Paulo. O que chama a atenção é o envolvimento de pessoas próximas ao presidente Lula (PT):

Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente, é investigada por supostamente prometer acesso privilegiado em Brasília e defender interesses privados do empresário principal do esquema junto a órgãos públicos, buscando contratos e recursos. Ela teria tido passagens aéreas custeadas pelo empresário.

Kalil Bitar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é citado por ter ajudado o empresário a "fortalecer seu lobby em Brasília" e viabilizar pagamentos em prefeituras.

O Esquema Milionário

O líder da fraude, segundo a PF, é o empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Tecnologia Educacional, que teria movimentado R$ 111 milhões em contratos suspeitos com quatro municípios paulistas.

  • Prisões: Cinco pessoas foram presas, incluindo o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, e o secretário de Educação da cidade.

  • Código da Propina: O empresário usava o termo "café" para se referir ao pagamento de propina a servidores e lobistas.

  • Lavagem: O dinheiro público era retirado em espécie (dinheiro vivo) através de doleiros (operadores financeiros clandestinos) para ser usado no pagamento do suborno. A PF aponta que mais de R$ 10 milhões em espécie foram movimentados nesse processo.

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