“Não conheço ela” diz ao ser preso o homem que atropelou e arrastou a ex que teve as pernas amputadas e está em coma induzido

Douglas Alves da Silva tentou fugir após ataque brutal que amputou as pernas de Taynara, mas foi capturado e teve prisão convertida em preventiva

02/12/2025 às 18h12 Atualizada em 02/12/2025 às 18h31
Por: Redação
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Douglas Alves da Silva| Taynara. Reprodução/Internet
Douglas Alves da Silva| Taynara. Reprodução/Internet

O homem acusado de atropelar e arrastar a ex-namorada por mais de 1 km na Marginal Tietê, em São Paulo, foi preso no último domingo (30) em meio a choro e desespero. Douglas Alves da Silva, de 26 anos, foi encontrado em um hotel na Vila Prudente no domingo, um dia após o ataque brutal contra Taynara Souza Santos, que teve as duas pernas amputadas devido aos ferimentos gravíssimos.

Durante a abordagem, Douglas tentou tomar a arma de um policial e acabou baleado no braço. Ferido, apareceu em vídeo implorando para não ser atingido novamente, uma cena que contrasta com a violência extrema cometida contra Taynara.

Na viatura o agressor de Tainara disse que a intenção dele era atropelar um acompanhante da mulher que supostamente o tinha ameaçado de morte. “Não conheço ela, meu rei. Tudo mentira na internet, senhor. A verdade é que teve uma confusão lá dentro, com um cara que tava com ela. Quando ele saiu, falou que ia me matar. Eu voltei e fui para atropelar ele. Não vi ela, não conhecia ela não”, disse

Segundo a Polícia Civil, ele apresentou uma justificativa considerada absurda e incompatível com as provas, alegando que queria apenas assustar a ex e que não percebeu que ela estava presa sob o carro. O inquérito aponta motivação por ciúmes e clara intenção de matar.

Douglas, conhecido na região por brigas e com passagem por porte ilegal de arma, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva durante audiência de custódia. Ele não tem previsão de soltura e responderá por tentativa de feminicídio.

Enquanto isso, Taynara permanece internada na UTI, estável, mas ainda em recuperação após a violência que quase a matou. Seus advogados garantem que acompanharão o caso de perto para que a justiça seja feita e que o agressor responda por todo o sofrimento causado.

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