
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expressou forte insatisfação com as condições da prisão preventiva de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. As queixas se concentram em aspectos que ele classifica como "crueldades" e atos de "humilhação", incluindo a infraestrutura da cela e a limitação de contato com a família.
Após visitar o ex-presidente nesta terça-feira (2), que está preso preventivamente desde o fim de semana, Flávio Bolsonaro serviu como porta-voz da família para denunciar o que seriam condições de encarceramento.
O senador se queixou de que a cela do pai possui "pouco espaço" e que o "barulho" constante impede o descanso adequado. A denúncia sugere que a detenção estaria sendo usada como forma de pressão e desgaste psicológico.
"Ele está trancado dentro de uma sala de 12x12 na chave, o dia inteiro. Sai por um período pequeno para fazer alguma caminhada, só que o espaço que ele tem para caminhar ali é um espaço muito pequeno. Dá dez passos para um lado, dá dez passos para o outro e já acabou o espaço. É uma pessoa que tem orientação médica para fazer exercício. A sala onde ele está hoje fica do lado do aparelho central de ar-condicionado aqui do prédio, uma barulheira de 7h da manhã às 7h da noite. [...] Está mantido em um cativeiro" disse o parlamentar.
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Flávio afirma que o estado de saúde do pai exige cuidados constantes e um ambiente adequado para manter sua estabilidade. Segundo o relato, ele precisa de alimentação especial devido ao fluxo intestinal comprometido e necessita de atenção permanente. Em casa, teria acesso a acompanhamento próximo e à possibilidade de realizar exercícios recomendados pelos médicos, algo que consideram fundamental para sua recuperação. A defesa faz um apelo para que ele receba o tratamento previsto em lei e afirma que, apesar de ser inocente, estaria enfrentando condições piores do que as impostas a líderes de facção no Brasil.