
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, 3, que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apoio para identificar brasileiros suspeitos de crimes que vivem em Miami. A conversa ocorreu por telefone na terça-feira, 2, e tratou também de barreiras impostas a produtos nacionais.
Lula disse que mencionou a existência de investigados que deixaram o País e se estabeleceram na Flórida. Segundo ele, a troca de informações entre os dois governos pode acelerar ações contra grupos que atuam dentro e fora do Brasil. As declarações foram dadas à TV Verde Mares durante agenda no Ceará.
O presidente afirmou ter enviado documentos ao governo norte-americano com propostas de cooperação na área de segurança. O material, segundo Lula, descreve operações possíveis em fronteiras e rotas usadas por organizações criminosas. Ele classificou o tema como “central” para reduzir a influência desses grupos na economia e no cotidiano das cidades.
A ligação também tratou das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. Lula disse ter pedido ao governo dos EUA a revisão das medidas, que afetam setores estratégicos da indústria nacional. A Casa Branca não detalhou o conteúdo da conversa, mas, em nota sucinta, confirmou o contato entre os dois líderes.
Na entrevista, Lula afirmou que vê espaço para ampliar parcerias com Washington em temas considerados urgentes pelos dois países. Disse ainda que o diálogo pode ajudar a destravar negociações iniciadas em anos anteriores e interrompidas por mudanças de governo.