
Gloria Pires concedeu entrevista ao programa Na Palma da Mari e, ao lado da atriz Isabel Fillardis, levantou questionamentos sobre o fato de alguns exames médicos ainda serem dolorosos para mulheres. A fala chamou atenção ao abordar diretamente o exame Papanicolau.
Hoje, em 2025, a gente ainda ter que passar por aquele tremendo desconforto que é o tal do exame Papanicolau? Aquilo tem fundamento? Numa era em que o povo está saindo do planeta e a gente ainda sofre com aquilo. É um negócio de tortura aquilo.
Gloria também comentou sobre a menopausa, destacando que o tema foi pouco debatido na medicina por muito tempo:
A coisa da menopausa, por que ninguém falava? Porque a maioria eram médicos homens. Onde eles aprendiam? Em cima de pesquisas feitas por homens que não vivenciavam aquela realidade.
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As declarações repercutiram nas redes sociais e foram rebatidas pela ginecologista Ana Comin. Em resposta pública, a médica criticou as falas da atriz.
Custo a acreditar que mulheres desta idade estejam falando em rede nacional tanta besteira. Poderiam ter estudado um pouco antes de ir a este programa.
Ana seguiu rebatendo os argumentos. “Para descobrir um tipo de câncer, tem algum método no universo que seja diferente de obtenção celular? Resposta: não. Por que seria diferente com colo?”, questionou.
Na sequência, a médica reforçou que exames não têm como objetivo gerar conforto. “Qual exame que se faz que é prazeroso? Exames não são para dar prazer. Remédios não são para ser gostosos. São para curar”, afirmou.
Ela encerrou a crítica citando a indústria farmacêutica e o papel de figuras públicas:
Estudem antes de abrir a boca ou falem daquilo que entendem. Fez teatro? Fale de teatro. Pergunte sobre o que não te compete, que passará menos vergonha.