
O fundador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos, causou forte repercussão ao sugerir que o estado do Tocantins deixe de existir de forma autônoma e passe a ser administrado por Goiás. A declaração foi feita durante participação no Flow Podcast, na última segunda-feira (15), e rapidamente ganhou as redes sociais.
Segundo Renan, o Tocantins não teria estrutura política suficiente para se sustentar como estado. Para ele, o crescimento econômico da região não tem relação com a atuação dos governantes, mas com a força da agricultura e dos trabalhadores locais.
O Tocantins não consegue sustentar um governador. O estado cresceu não por causa dos políticos, mas porque a agricultura desenvolveu e tem muita gente trabalhadora lá.
O fundador do MBL foi ainda mais duro ao atacar diretamente a classe política tocantinense e o eleitorado:
Vocês são viciados basicamente em eleger ladrão. Algumas famílias elegem senadores, fazem negócios em Brasília, os deputados são horríveis e o governador é muito corrupto.
Renan também criticou o argumento de que a criação do estado teria impulsionado o desenvolvimento regional. Para ele, essa narrativa serve apenas para blindar políticos locais. “Não foi porque virou estado. Foi apesar dos políticos”, disse.
Na avaliação do influenciador, a solução seria a reincorporação administrativa ao estado vizinho. “Se Tocantins fosse administrado em Goiânia e votasse nesse grande Goiás, tava todo mundo ganhando”, afirmou. A mesma ideia, segundo ele, poderia ser aplicada ao Acre.
Renan Santos ainda criticou os custos da representação política do Tocantins no Congresso Nacional, citando o número de senadores e deputados federais. Para ele, a unificação reduziria gastos e traria ganhos administrativos e econômicos. “Vai ser melhor para Tocantins, para Goiás e para o Brasil”, concluiu.
O Tocantins foi emancipado em 1988 e, desde então, acumula uma sequência de crises políticas. Desde 2003, nenhum governador conseguiu concluir integralmente o mandato. Ao todo, seis mandatos foram interrompidos, a maioria por investigações ou decisões judiciais.
O caso mais recente envolve o governador Wanderlei Barbosa, que chegou a ser afastado do cargo, mas retornou posteriormente ao comando do estado.