
Mediante o aval da Suprema Corte, o antigo chefe do Executivo, Jair Bolsonaro, passará por uma cirurgia no dia 24 de dezembro. O cronograma estabelecido por sua equipe jurídica e pelo corpo médico prevê o acolhimento hospitalar na terça-feira (23), visando a correção de uma hérnia inguinal bilateral na manhã posterior.
A permissão foi ratificada pelo magistrado Alexandre de Moraes no final da última semana. O consentimento permite que o político se desloque da carceragem na Superintendência da Polícia Federal até a unidade particular DF Star, na capital federal, para a operação.
Entretanto, o colegiado indeferiu o requerimento dos advogados que buscava a concessão de regime domiciliar durante o pós-operatório. Dessa forma, assim que obtiver a liberação médica, Bolsonaro deverá retornar à custódia policial.
Conforme o parecer técnico da Polícia Federal, o paciente possui uma protusão inguinal em ambos os lados. Embora a operação seja recomendada, o documento esclarece que não existe um perigo iminente que configure estado de emergência. A análise pericial também diagnosticou que os espasmos diafragmáticos contínuos experimentados pelo ex-mandatário derivam de uma obstrução no nervo frênico.
Impacto na saúde: A persistência dessa condição pode comprometer o repouso e a nutrição, além de agravar as chances de problemas secundários ligados à hérnia.
Observação clínica: No momento da inspeção, registrou-se uma frequência de 30 a 40 soluços a cada sessenta segundos, de forma ininterrupta.
Argumento da defesa: Os representantes legais reiteram que tais patologias são sequelas diretas do golpe de faca desferido contra ele no pleito de 2018.