Fogos de Copacabana e 'camarote' da Marinha: veja como será o réveillon de Lula e Janja

Casal escolhe base da Marinha no Rio e deve assistir ao espetáculo de barco

31/12/2025 às 14h12 Atualizada em 31/12/2025 às 14h14
Por: Mateus Pereira Fonte: PlatôBR
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Foto: Ricardo Stuckert | PR
Foto: Ricardo Stuckert | PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja da Silva escolheram a base da Marinha na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, para passar a virada do ano. Segundo fontes da Presidência, está nos planos do casal acompanhar a tradicional queima de fogos de Copacabana a partir de uma embarcação da própria Marinha.

A logística envolve um esquema especial de segurança. A distância marítima entre a Restinga da Marambaia e Copacabana é de cerca de 25 milhas náuticas, aproximadamente 46 quilômetros. Durante o deslocamento e a permanência no mar, haverá um perímetro de isolamento para impedir a aproximação de embarcações não autorizadas.

Até o momento, não há confirmação sobre a presença de convidados na virada. A expectativa é de que seja um compromisso reservado, apenas de Lula e Janja. O casal desembarcou no Rio de Janeiro na última sexta-feira (26), onde cumpre recesso de fim de ano.

Esta será a segunda vez que Lula e Janja passam o réveillon na base da Marambaia. A primeira ocorreu em 2023, no início do atual mandato. Já na virada de 2024 para 2025, os dois permaneceram em Brasília, período em que o presidente se recuperava de uma cirurgia na cabeça após uma queda no Palácio da Alvorada.

Em mandatos anteriores, quando era casado com Marisa Letícia, Lula costumava passar as festas de fim de ano na base da Marinha de Aratu, na Bahia. Marisa morreu em 2017.

Localizada entre os municípios do Rio de Janeiro, Mangaratiba e Itaguaí, a Restinga da Marambaia é uma área de acesso restrito que abriga um centro de treinamento da Marinha do Brasil. Com 42 quilômetros de praia, o local é considerado um santuário ambiental e só pode ser visitado com autorização prévia.

Apesar da paisagem preservada e do uso institucional, a região também carrega um passado sombrio. Durante a ditadura militar, a Restinga da Marambaia foi apontada como um dos locais usados para execuções de presos políticos, episódio conhecido por militares do regime como “ponta da praia”.

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