
O ano de 2026 começou com desabafo público da ex-modelo húngara Gabriella Gáspár, mãe de Jázmin Zoé, de 12 anos, apontada por ela como suposta filha de Neymar. Em publicação no Instagram, Gabriella lamentou a demora na conclusão do exame de DNA e afirmou viver um misto de ansiedade, tristeza e frustração com a situação.
Segundo Gabriella, a filha sofre emocionalmente por não ter o reconhecimento paterno, enquanto o processo de investigação de paternidade segue em segredo de Justiça. Ela também demonstrou expectativa para que o resultado do teste seja divulgado o quanto antes, afirmando que a indefinição afeta diretamente a criança.
A história veio à tona após Gabriella afirmar que teve um breve affair com Neymar em 2013, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, período em que trabalhava como modelo. De acordo com ela, Jázmin Zoé seria fruto desse encontro ocorrido há cerca de 13 anos.
Em dezembro de 2024, a ex-modelo já havia sido alvo de críticas ao abrir uma vaquinha para custear o exame de DNA e, posteriormente, não realizar o teste. Na ocasião, ela alegou entraves burocráticos. Mesmo após a Justiça determinar o envio de material genético por parte do jogador, Gabriella teria se recusado a submeter a filha ao exame, o que segue gerando questionamentos nas redes sociais.
Veja o desabafo na ítengra:
Venho hoje compartilhar um pouco sobre a jornada que eu, Gabriella Gáspár, e minha filha, Jázmin Zoé, temos trilhado há muitos anos em busca de um direito fundamental: o reconhecimento de paternidade. Jázmin, que acabou de completar 12 anos em 30 de dezembro de 2025, é uma menina linda e amorosa, que sonha apenas em ter o contato e o carinho de seu pai, o famoso jogador de futebol internacional.
Desde o momento em que conheci o atleta durante um torneio na América do Sul, e desde o nascimento de Jazmin, minha busca por estabelecer esse vínculo foi constante. Tentei de todas as formas um contato amigável, seja através das mídias sociais do atleta, quanto as de seus pais e irmã, apresentando fotos da minha filha ao longo dos anos.
No entanto, jamais recebi qualquer resposta. Essa falta de acesso e colaboração tornou tudo muito difícil e nos levou a ingressar com uma ação judicial no Brasil, no estado de São Paulo, um processo que corre em segredo de Justiça, como é praxe em casos que envolvem menores e questões de família.
Infelizmente, nem sempre tivemos o apoio jurídico adequado. Até cerca de um ano atrás, a representação anterior acabou por expor indevidamente petições e detalhes do processo em reportagens de sites e jornalistas conhecidos apenas no Brasil. Essa fase foi extremamente dolorosa e frustrante, pois eu não resido no Brasil, não falamos português e dependíamos de tradutores, o que limitou nossa possibilidade de saber e acompanhar o que era divulgado.
Gostaria de aproveitar este momento para expressar minhas sinceras desculpas ao atleta Neymar por quaisquer ofensas que possam ter sido proferidas por minha antiga representação jurídica nessas reportagens. Reitero que tais declarações não foram feitas com a minha permissão, tampouco com o meu conhecimento.
Diante desse cenário, Jazmin e eu, que residimos na Hungria, tomamos a decisão de mudar nossa representação legal. Através de amigos, o escritório da Dra. Delaine, sediado na Alemanha, foi indicado como o ideal para o caso, especialmente por atender em toda a Europa e ser liderado por uma brasileira.
Desde janeiro de 2025, somos representadas por sua equipe, que trouxe uma nova perspectiva e a discrição que tanto buscávamos. Com o tempo, fui ganhando ainda mais confiança nesta representação.
Para a linha de frente no Brasil, a Dra. Delaine também inseriu os Dr. Rodrigo Bessa e Dra. Pryscilla Del Giudice, que atuam fisicamente no país como interlocutores essenciais entre o judiciário brasileiro e o escritório jurídico que representa o genitor, além das minhas necessidades e da minha filha.
Com essa nova equipe, a comunicação e o acompanhamento processual se transformaram. Há um ano, consigo me manter atualizada sobre cada movimento do processo, e reafirmo que nenhuma nova informação foi passada à imprensa. Estamos cumprindo rigorosamente o sigilo imposto pela Justiça brasileira, que visa proteger os interesses de Jázmin.
Sabemos que o tempo da tramitação judicial no Brasil pode ser longo, e isso, infelizmente, é uma realidade para muitas famílias. A coleta do DNA, por exemplo, foi um ato que demorou bastante, envolvendo o judiciário brasileiro e o da Hungria por motivos que não podem ser aqui revelados.
Minha filha poderia perfeitamente estar sendo poupada de tudo isso se o apoio tivesse vindo ao menos com duas passagens aéreas para fazermos o que precisávamos fazer no Brasil, para colher o DNA, não dependendo de ter que ir pelo caminho mais difícil, que é a necessidade de colaboração de judiciários de dois países em busca de uma coleta de DNA.
Graças a Deus, essa fase já foi movimentada, e agora estamos aguardando os próximos passos a serem determinados pelo judiciário brasileiro ou ainda a possibilidade de um acordo para facilitar o fim destas dificuldades todas.
É indescritível a dor de uma mãe que, por tantos anos, luta para provar a verdade e vê sua filha sofrer. Jazmin não guarda qualquer rancor do Neymar; ela apenas não compreende por que ele não a procura, especialmente ao vê-lo demonstrar tanto carinho e apoio aos seus irmãos já reconhecidos.
É triste vê-la ser deixada de lado por circunstâncias que, no passado, me impediram de obter o apoio necessário para o DNA de forma amigável. É muito difícil ver minha filha, desde que nasceu, ser informada sobre quem é o seu pai, mas até hoje ela não ter a paternidade reconhecida em sua identidade civil, enquanto vê tantas fotos de amor e carinho de sua família brasileira que optou em deixá-la de lado.
Este é o desabafo de uma mãe que busca justiça e paz para sua filha. O que poderia ter sido resolvido de forma rápida e discreta acabou se tornando uma longa batalha judicial.
O processo permanece em segredo de Justiça no estado de São Paulo, e não podemos revelar detalhes. Contudo, com a superação da fase de coleta dos DNAs, temos a esperança de que, em 2026, esta jornada finalmente chegue ao fim, e Jázmin possa receber o abraço que tanto espera.
Reitero que, devido aos ultimatos do judiciário brasileiro sobre vazamento de informações, ambas as partes estão cientes das penalidades. Por isso, a discrição tem sido mantida rigorosamente há um ano, algo pelo qual sou imensamente grata à Dra. Delaine Kühn, ao Dr Rodrigo Bessa e à Dra. Pryscilla Del Giudice por todo o apoio, transparência e profissionalismo. Com gratidão pelo apoio de todos que nos enviam mensagens de carinho e força, Gabriella Gaspar”.
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