Boulos critica Selic e cobra Banco Central por redução da taxa de juros: “Agiotagem”

Ministro afirmou que não há justificativa para o patamar elevado da Selic, hoje fixada em 15% ao ano. Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá para deliberar sobre o novo percentual da taxa básica

21/01/2026 às 11h21
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Guilherme Boulos - Reprodução: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
Guilherme Boulos - Reprodução: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP), manifestou críticas e seu descontentamento com o atual nível da Selic, fixada em 15% anuais. Durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro nesta quarta-feira (21), o braço direito de Lula argumentou que o patamar vigente é “injustificado” e penaliza diretamente a saúde financeira dos micro e pequenos empreendedores brasileiros.

Ao direcionar críticas à autoridade monetária, o ministro não poupou adjetivos para descrever o cenário econômico:

“Muitas vezes, esses pequenos negócios estão endividados por essa taxa de juros escorchante, de agiotagem, que a gente tem no Brasil. É vergonhosa. Banco Central, já passou da hora, né? Já passou da hora de reduzir essa taxa de juros, porque 15% de taxa de juros nem trabalhador, nem empresário aguenta”, cobrou o ministro.

A expectativa agora se volta para os dias 27 e 28 de janeiro, datas em que o Comitê de Política Monetária (Copom) se reunirá para deliberar sobre o novo percentual da taxa básica.

Entenda o papel da Selic

  • Controle Inflacionário: É o mecanismo central do Banco Central para frear a alta de preços.

  • Referência de Mercado: Além de nortear as transações de títulos públicos no sistema de custódia que dá nome à taxa, ela serve como balizadora para todos os empréstimos e financiamentos no país.

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